Pronto, as quatro semanas de agosto se foram. Quem prometia alguma coisa para acontecer na primeira semana e não cumpriu, alimentou para a segunda, que também não mudou em nada, nem na terceira e, finalmente, a quarta e última do quentíssimo mês do desgosto,  das tragédias, dos cachorros doidos e por aí vai.

Então, que venha setembro primaveril. Menos mal, serão cinco semanas até o Dia D, 5 de outubro, domingo. Que poderá ser de sol ou de chuva.

E recomeça o jogo de um segundo tempo nervoso da partida decisiva, de estádio cheio, jogadas ensaiadas, furadas de bola, agressões desnecessárias, punições, quem sabe até expulsões.  

Prorrogação? Quem sabe, o segundo turno. Mas há  quem acredite na vitória em tempo normal do candidato melhor posicionado até agora. Tem dado a entender que sua equipe está melhor treinada, mais unida, de um planejamento superior às demais equipes. Quem apostava no novo deste campeonato, se decepciona. Por  enquanto não dá para antecipar se o jogo terminará dia cinco ou não. Se haverá prorrogação ou não.

Bem, nomes. Marconi Perillo (PSDB) dispara nas pesquisas mais acreditadas. Iris Rezende (PMDB) trabalha para ir ao segundo turno e para isso conta com a participação mais efetiva dos outros dois que até agora não decolaram, mesmo tendo anunciado que quando começasse o horário gratuito em rádio e TV melhorariam seu desempenho. Antônio Gomide (PT) e Vanderlan Cardoso (PSB), somados, poderiam proporcionar essa alegria do segundo turno, mas, como saber? Marconi governa e aproveita horários alternativos para azeitar sua campanha. Vai tentar jogar todas suas fichas em seu candidato a senador, deputado federal e secretário da Casa Civil de seu governo  Vilmar Rocha (PSD), adversário direto do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM). Adversários viscerais Marconi e Ronaldo proporcionam um embate particular digno de grandes torcidas de estádios cheios. Para Ronaldo, chegar ao senado, com Marconi no governo, será um futuro de polêmicas e mais polêmicas, um vigiando o outro. Para Marconi, se conseguir virar o jogo em favor de Vilmar, seria a consagração, melhor ainda do que ele próprio ganhar o governo. Simples assim.

A sociedade organizada se posiciona, participa, apoia, comparece. Ela sabe o que está em jogo e que serão quatro anos de uma nova era, ainda mais se atentarmos para o plano federal. Marina Silva (PSB) dispara, deixando para trás a até então favorita Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). O que o futuro nos reserva? Saberemos ao final dessas cinco semanas que começa quente, de sol abrasador e mas com promessa de chuvas e trovoadas no período.

Quem viver verá!