Em outra alteração que reduz a transparência da Assembleia Legislativa de Goiás, o site da Casa deixou de ter um filtro na folha de pessoal que permitia identificar a lotação dos servidores. Ao abrir os dados dos auxiliares, era possível selecionar um campo com os gabinetes (da presidência ou de cada um dos 41 parlamentares) para saber onde eles trabalham. Agora a opção do filtro saiu do ar.

Assim como a questão salarial, as informações sobre lotação de servidores foram objeto de intensa discussão nos anos de 2014 e 2015 por conta de denúncias de fantasmas na Casa. Agora não será mais possível identificar o local de trabalho. Restou apenas o filtro de separação da categoria (comissionados, efetivos, estagiários, aposentados e demais).

Este não é o primeiro problema de recuos na transparência na gestão do presidente Lissauer Vieira (PSB). O Portal da Transparência passou quase cinco meses sem atualizar o quadro de servidores, salários, despesas completas dos deputados e gastos com viagens.

O POPULAR também mostrou em abril que os dados de viagem internacional do próprio presidente foram tirados do ar.

Lissauer justificou as falhas com a necessidade de reformulação do Portal da Transparência para seguir todas as recomendações dos órgãos de controle.

O presidente também criou a Seção de Transparência e Acesso à Informação em reforma administrativa aprovada recentemente. Ele afirmou que a decisão permitiria “saber de quem cobrar” em relação às falhas no Portal.

Nos bastidores da Assembleia, já havia informações de servidores efetivos de que a nova equipe responsável pela transparência tinha intenção de frear o acesso a informações de gastos e da folha de pessoal da Casa, com redução dos filtros sobre lotação e vínculo dos funcionários.