ARQUIVOS
Arquivos de Novembro, 2017

A cúpula do Palácio das Esmeraldas sinalizou para lideranças empresariais que não deve recuar da decisão de reduzir em 12,5% os incentivos fiscais no Estado. O Fórum Empresarial Goiano tenta audiência com o governador Marconi Perillo e o vice José Eliton, ambos do PSDB, para negociar mudanças no decreto da semana passada. O núcleo palaciano informou que, além do governo obedecer a uma determinação do TCE, a medida tem apoio de vários outros segmentos da sociedade, especialmente os que necessitam de maiores investimentos públicos nas áreas social, segurança e saúde. Citou, como exemplo, outros Poderes (Justiça, Ministério Público e Tribunais de Contas), as entidades do terceiro setor (que serão beneficiadas com o Goiás na Frente Social) e as prefeituras, que já se manifestaram pela Associação Goiana dos Municípios que são favoráveis à decisão do governo. Dos R$ 850 milhões previstos para o aumento da arrecadação no próximo ano com a redução dos incentivos fiscais, os 246 municípios goianos terão direito a 25% do que será recolhido a mais com o ICMS.

Acha pouco

O Sindifisco, dos fiscais e auditores do Estado, divulgou nota em apoio à decisão do governo de reduzir os incentivos fiscais em Goiás e espera que seja apenas o início de um processo para reduzir ao mínimo os programas de atração de investimentos.

Quatro rodas

Presidente da MMC Automotores (Mitsubishi), Alfredo Sestini veio até Goiânia na segunda-feira para avaliar o impacto da redução dos incentivos na montadora em Catalão.

Mais imposto

Sestini disse em reunião na Adial que os custos da montadora, já em sérias dificuldades, vão aumentar R$ 4,5 milhões por ano.

Em casa

Do presidente da Força Sindical-GO, Rodrigo Carvelo, também na Adial: “Ganhamos o campeonato nacional (convalidação dos incentivos fiscais), mas estamos perdendo o estadual (redução dos incentivos).”

Culpa de quem?

A discussão ontem na Assembleia foi a falta de água em Goiás. Os deputados da oposição criticaram o governo, que foi defendido por sua base. Teve deputado que fez mea culpa, como Henrique Arantes (PTB), que reconheceu a falta de investimentos, mas lembrou da forte estiagem deste ano; e aqueles, como Mané de Oliveira (PSDB), para quem o único culpado é mesmo São Pedro.

Terceirizou

A Associação dos Auditores do Fisco de Goiânia (Affim) critica a contratação, pela Prefeitura, do Instituto Brasileiro de Estados em Finanças e Administração Pública, do Rio de Janeiro, para auditoria na folha de pagamento dos servidores municipais. O contrato é de R$ 2 milhões. A entidade afirma que, para isso, a Prefeitura tem a Auditoria Geral do Município.

O não já têm

Membros da Associação dos Ex-Prefeitos Goianos devem pedir hoje ao governador Marconi ajuda para que o TCM reconheça que eles têm direito ao pagamento retroativo de 13º salário.

Mistério

(Foto: Diomício Gomes)

Esse tronco de árvore está pendurado na rede de fiação telefônica de rua no Jardim Califórnia, em Goiânia. Moradores não sabem como chegou lá, mas temem que ele caia. 

Pergunta para:
Lívio Luciano

Deputado estadual do PMDB

Indústrias ameaçam suspender investimentos por conta da redução dos incentivos. O que acha?

Acho que é a única forma dos empresários pressionarem o governo a rever sua decisão. O TCE está correto em determinar a redução dos incentivos fiscais e o governo estadual agiu corretamente em acatar a determinação. Há muita sobreposição de benefícios em Goiás. É preciso promover ampla reforma nos programas de atração de investimentos.

Arremate

Portugal - O deputado federal Daniel Vilela (PMDB) embarca hoje com a comitiva liderada pelo colega Rodrigo Maia (DEM-RJ) para viagem a Lisboa até sábado.

Em Anápolis - Empresários e vereadores reclamam de dificuldades nos registros de imóveis e empreendimentos. Vão levar o caso à Corregedoria Geral de Justiça de Goiás.

É Natal - O Flamboyant Shopping divulgará oficialmente hoje investimentos de R$ 3 milhões em decoração natalina, campanha publicitária e premiação para as vendas de fim de ano.

Tributação - Cerca de 3 mil micros e pequenas empresas goianas podem ser suspensas do Simples Nacional por inconsistência nas declarações entregues à Receita Federal.

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Luisa Arraes fará De Volta para Casa, trama de João Emanuel Carneiro. A atriz viverá a irmã de Chay Suede, que foi seu par em Babilônia, e se envolverá com drogas na história. Eles serão filhos de Giovanna Antonelli e Chico Diaz, que participará dos primeiros capítulos. Depois, o personagem morrerá.

O sal da terra

O DVD da sétima temporada de Game of Thrones foi reclassificado de não recomendado para menores de 14 anos para 16 “por apresentar violência, conteúdo sexual e linguagem imprópria”.

Elenco

Camila Amado, Anna Lima, Cláudia Mello e Tadeu Aguiar estarão na nova novela de Cristianne Fridman na Record.

A dupla irresistível

O GNT fará maratonas de Tapas & Beijos. O canal vai exibir cinco episódios a cada domingo.

Curvas da faixa

Na sua primeira semana, O Outro Lado do Paraíso teve 31 pontos em São Paulo. Foi o melhor índice de uma novela das 21 horas no período desde Império (2014). A Força do Querer chegou a 30. Vale lembrar que a trama de Gloria Perez herdou o horário (de A Lei do Amor) combalido e “entregou” com os índices lá em cima.

Série 1

Hermila Guedes fará uma das vítimas do vilão da série Assédio, inspirada na história do ex-médico Roger Abdelmassih. João Miguel interpretará seu marido na história de Maria Camargo.

Série 2

Falando em Assédio, o personagem de Antonio Calloni, o vilão, não se chamará Roger e os nomes das vítimas também serão trocados. A caracterização trabalhará para evitar comparações com figuras da vida real. Tudo para reforçar que é uma obra de ficção.

Preparação

Uma das protagonistas da série Ouro Branco, da Fox, Fernanda Machado está se preparando para o papel com aulas de tiro.

10

Para Bianca Bin, pela Clara de O Outro Lado do Paraíso, novela de Walcyr Carrasco com direção artística de Mauro Mendonça Filho. Ela é talentosa, tem estrela e está dando show todas as noites no papel da protagonista.

0

Para aqueles cabelos que dão um toque mexicano a O Outro Lado do Paraíso. Sandra Corveloni (Lorena), segunda-feira, parecia estar disfarçada para uma missão secreta. Ela não é a única.

Este é um registro da primeira leitura do roteiro de Maria do Caritó com Gustavo Vaz, Lilia Cabral, o diretor, João Paulo Jabur, Juliana Carneiro da Cunha e Kelzy Ecard. O filme será rodado em Minas (Foto: NI)
Heloísa Périssé posa com Marcello Novaes nos bastidores da segunda temporada de TOC’s de Dalila, que estreia em 6 de novembro no Multishow. O ator fez uma participação como o primeiro amor de Dalila (Foto: NI)
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Milhares de razões da astronômica ascensão e queda do Corinthians já foram abordadas, um milhão de vezes, na mídia, nas ruas e nos botequins. Alguns psicólogos do esporte pensam que houve um relaxamento do time, como mostrou, nesta terça (31), matéria da Folha. Novas estatísticas surgem a cada dia, para tentar explicar o fenômeno. Se o Corinthians não for campeão, haverá uma mega congresso, com os maiores catedráticos nos assunto.

Como sou metido a entendido, tenho também minhas teorias, que têm grandes chances de estarem erradas. Pela lógica do caos, do acaso e dos mistérios da mente, os jogadores entraram em pânico, em vez de relaxarem, quando perceberam, no início do 2º turno, que seria um vexame perder o título, pois estava muito fácil ser campeão. Até o sensato Carille perdeu o bom senso, ao pôr, ao fim de vários jogos, um excesso de atacantes, o que diminuiu organização e chance de vitórias.

Começaram as comparações entre Carille e Valentim. Se o Palmeiras for campeão, Valentim será endeusado, como foi Carille no primeiro turno. Já o técnico do Corinthians, poderá ser, se brilhar, no primeiro semestre de 2018, o Valentim do fim de 2017. As coisas vão e voltam, especialmente as análises sobre a qualidade dos técnicos.

Os melhores treinadores, ou melhor, os que ganham mais títulos, sobretudo os campeonatos por pontos corridos, são os que dirigem as equipes com os melhores jogadores. Há exceções, pontuais. Um técnico inferior pode, surpreendentemente, ganhar um grande título, passar a dirigir as mais fortes equipes e ter mais sucesso que um outro superior, que não teve as mesmas chances. O melhor é relativo.

Parafraseando Tom Jobim, o futebol não é para os crédulos, ingênuos.

Empate

Antes do jogo contra o Cruzeiro, parecia, pelos programas esportivos e pelas conversas de rua, que o Palmeiras já se preparava para conquistar a liderança contra o Corinthians, no próximo fim de semana.

O Palmeiras jogou bem, criou chances de gol, pela qualidade de seus atacantes e pela pressão por jogar em casa, mas mostrou problemas defensivos. O time avançava a marcação e deixava espaços na defesa, ainda mais que não tem defensores de qualidade. O Cruzeiro, no início do segundo tempo, fez um gol e teve chance de fazer o terceiro. Aí, Mano Menezes trocou Arrascaeta por mais um volante, Lucas Silva. O time não melhorou a marcação, não teve mais contra-ataque e foi sufocado, até sofrer o gol de empate.

Decisões

No Fla-Flu que define a classificação na Sul-Americana, três jogadores me chamam a atenção: o jovem Scarpa, 23, que, se jogasse em um time de grandes jogadores teria chance de evoluir e se tornar um meia excepcional; Juan, 38, um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro, ainda melhor que os outros; e Vinícius Jr., que passou da hora de ser mais bem aproveitado no time titular do Flamengo.

O Grêmio está praticamente na final da Libertadores. Se houver uma zebra e o time ser eliminado, após vencer o Barcelona por 3 a 0, e, ao mesmo tempo, o Corinthians perder o título, o que era inimaginável ao término do primeiro turno do Brasileiro, serão situações tão surpreendentes quanto um corrupto e seus aliados apoiarem a Lava Jato.

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Domingo passado combinamos um churrasquinho na minha casa. Na última hora, por motivo de força maior, o churrasqueiro furou. Único substituto possível seria o Nando, meu neto, garoto que é bom em muitas coisas, mas de churrasco só conhece o sabor. Cheia de decisões, Camila, minha filha, disse categórica: “Temperar a carne eu sei, deixa comigo”. Pensei, sabe coisa nenhuma, mas fiquei quieta; afinal de contas, boa vontade é sempre melhor que nada.

Acender a churrasqueira a carvão foi um verdadeiro ato de heroísmo, os três esforçados - a essas alturas, a Giulia, namorada do Nando, já tinha se juntado ao grupo. Garota linda de cabelos escuros e pele muito clara, ela tinha acabado de chegar trazendo consigo aquele ar de frescor que a caracteriza. Vinha pronta para um almoço com o namorado, mas não para cozinhar. Diante do claro amadorismo do grupo, resolvi ficar à distância, me fazendo de morta, mas rezando com todo fervor para um possível santo protetor dos esforçados. Em dado momento, me pediram um secador de cabelos. Fiquei perplexa. Será que o secador era para impedir que o cheiro da fumaça
se entranhasse no cabelo das mulheres? Não, fazia parte do processo de transformar o carvão
morto em brasa viva. Até hoje não consigo entender como o homem das cavernas conseguiu fabricar o fogo porque duvido que exista no mundo tarefa mais complicada.

Como dona da casa, logo percebi o tamanho da encrenca na qual tinha me metido. Entretanto, apesar dos percalços, a natureza trabalhava a meu favor. Para compensar a incerteza quanto à qualidade da carne a ser servida e o mau humor do churrasqueiro, o sol cumpria com sobra sua função de abrilhantar o evento; as crianças algazarravam na piscina, que nunca fora tão azul. Daí eu pensei: quer saber, vou é tomar minha cervejinha que, de um jeito ou de outro, essa coisa acaba dando certo.

Foi exatamente o que aconteceu. Dali a pouco chegou uma amiga de minhas filhas com o namorado, um cara meio caladão, desses que olham o mundo assim de baixo para cima, como quem não quer nada, mas abarcando de imediato a real situação. Percebi que, mesmo que quisesse, ele não conseguiria esconder seu jeito tranquilo de lidar com a vida. Vendo a falta de experiência do piloto da churrasqueira, foi se achegando ao local, dando algumas instruções, fazendo um remendo aqui, outro aculá e, quando demos pela coisa, ele já tinha assumido o comando da máquina. Ufa! Respiramos aliviados. E, contra todas as previsões, acabamos tendo uma tarde animada, com uma brisa suave aliviando o calor infernal.

Como boa brasileira que sou, nascida no seio de uma família numerosa, tenho uma necessidade quase doentia de estar com a casa sempre cheia. Durante muitos anos fui copiloto de meu marido na tarefa de fazer churrasco, atividade na qual ele era exímio. Preparava - e ainda preparo - com o maior prazer os acompanhamentos, cuido para que as bebidas estejam geladas e até já aprendi a comprar a carne, mas dessa vez descobri que isso não é suficiente.

Assim como os homens estão se transformando em grandes cozinheiros, acho que o melhor que nós, mulheres, temos a fazer é entregar nossa cabeleira ao cheiro da fumaça. Daí, estou pensando seriamente em me inscrever num
curso de culinária voltado para o churrasco. Ou então passar uma temporada no Rio Grande do Sul, visitando aquelas churrascarias onde a carne é preparada ao vivo, desafiando o nariz do comensal. Só não sei se meu estômago meio avesso ao cheiro da carne fresca vai concordar. Questão a ser conferida.

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A empresária Camila Marinho (direita) organizou jantar beneficente de apoio à Associação dos Portadores de Câncer de Mama do Hospital das Clínicas, no restaurante Imperador. Kennya Soares Cecin, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos de Goiás, participou do evento (Foto: Sebastião Nogueira / O Popular)
Lorrainy Alves (esquerda),Mônica Andrade, Paula Lelis e Cida Pereira estavam no jantar beneficente (Foto: Sebastião Nogueira / O Popular)
A chef Aline Torres preparou jantar durante gravação de vídeo para seu canal no YouTube com o travel designer Marcus Carneiro (esquerda) e o personal stylist Gabriel Teodoro, no residencial Persona Bueno (Foto: Gabriel Seabra)
Os empresários Pollyanna Leonel e Diego Leonel (centro) reuniram convidados no lançamento do Best Gourmet Club Goiânia, no espaço Maktub, do empresário Marcelo Abrão (Foto: Leandra Leal)
As executivas Fablyne Butinhoni (esquerda) e Camila Baeta ajudaram a receber os convidados (Foto: Leandra Leal)

Ética

O professor, jornalista, escritor e filósofo Clóvis de Barros Filho virá a Goiânia para ministrar a palestra A Vida que Vale a Pena Ser Vivida, no dia 11, no Centro de Convenções da PUC. Ele participará do Congresso Internacional de Gestão Integral em Liderança e Coaching, da Condor Blanco Internacional.

 

Natal

Uma parada com desfile de personagens e apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem vai marcar a chegada do Papai Noel no Goiânia Shopping, no dia 11. Arquibancadas serão montadas no estacionamento do Bretas.

 

Autógrafo

O jornalista Jales Naves e o advogado Jales Naves Júnior vão lançar o livro Cooperativismo de Crédito – Sua História em Goiás e Seu Protagonismo no Brasil, dia 9, no Oliveira’s Place. O lançamento integra a programação do 1º Encontro de Conselheiros do Sicoob em Goiás e Tocantins.

 

Médicos

A Associação Médica de Goiás, em parceria com o deputado Hélio de Sousa, fará a entrega da Comenda Nabyh Salum no dia 6, na Assembleia Legislativa. O título foi criado para homenagear médicos.

PETISCOS

Circo – O espetáculo O Circo do Inesquecível será encenado domingo, no Teatro Rio Vermelho. No palco estarão os alunos do Instituto Flamboyant e atores profissionais em atividades de zumba, canto, ioga, pilates, balé e futebol.

Desafio – Dani Palmerston e Ronaldo Bufaiçal assumem as panelas na competição Chef da Vez hoje, no Beef Bistrô.

Beleza –  A maquiadora Letícia Pequeno, do Paraná, ministrará aula dia 7, no Castro’s Park Hotel. Ela é convidada do Instituto Make & Hair.

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Malu Longo

maria.longo@opopular.com.br
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Acompanho com pesar a tragédia que ocorreu em uma escola em Goiânia, quando um estudante abriu fogo contra colegas. O acontecimento reflete a falta de preparo do poder público para lidar com as situações de conflito na nossa sociedade, que, na escola, atinge todos os envolvidos no processo educativo.

Uma pesquisa sobre violência nas escolas publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) traz resultados que instigam a nossa reflexão. O estudo foi conduzido em escolas públicas e privadas de 14 capitais brasileiras e não apenas a violência física - maus-tratos, uso de força e intimidação - foi considerada, mas também a violência simbólica e a institucional.

Um dos principais resultados do estudo foi o de identificar uma tendência a banalização da violência no ambiente escolar. Brigas, furtos, agressões verbais foram considerados fatos do cotidiano, apontando a violência como um instrumento de legitimação de solução de conflitos.

Outra pesquisa realizada em sete capitais brasileiras pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em parceria com o Ministério da Educação e a Organização dos Estados Interamericanos mostra que a violência atingiu 42% dos alunos da rede pública de ensino em 2016. Desses, 65% apontaram um colega como agressor. Mais de 15% dos estudantes reportaram a agressão ter partido dos professores. Um resultado surpreendente da pesquisa foi o de 25% das ocorrências de episódios violentos terem sido registrados nas salas de aula, mesmo porcentual dos pátios. Nos corredores, foram reportados 22% dos casos.

As duas pesquisas sugerem que a violência é aceita como um mecanismo de solução de conflitos dentro de determinados ambientes. A segunda conclusão decorre da dificuldade das instituições de ensino de se adequarem à realidade e à necessidade dos alunos e, por último, que as escolas poderiam ser aperfeiçoadas de modo a minimizar a influência de conflitos sobre o comportamento dos alunos.

A violência nas escolas reflete o ambiente que os jovens encontram nas cidades e nas famílias. Isso, por sua vez, é reflexo da elevada desigualdade de oportunidades que existe na nossa sociedade. Penso ser dever do poder público agir para garantir o desenvolvimento social em condições iguais para todos os brasileiros e que a educação é o principal instrumento de rompimento do círculo vicioso que alimenta as desigualdades de nosso País.

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A relação médico-paciente tem passado por transformações nos últimos anos. Se antes o profissional de saúde tinha autoridade e liberdade para desempenhar seu trabalho, atualmente o paciente está mais informado sobre os procedimentos e tratamentos médicos que deseja se submeter. Com mais acesso à informação, hoje somos muito mais exigentes em relação aos nossos direitos como pacientes.

Dados da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) mostram que entre os anos 2000 e 2012 o número de processos contra médicos no Brasil cresceu 1.600%. A estatística revela que de fato estamos muito mais atentos aos nossos direitos no campo da saúde, mas por outro lado, também denota o surgimento de um fenômeno denominado de “judicialização da medicina” e isso compromete a autoridade técnica do médico, e, consequentemente, a qualidade da assistência.

Isso ocorre porque tanto a Justiça quanto as pessoas de uma maneira geral enxergam na relação médico-paciente só aspectos relacionados ao direito de consumidor, comparando a vinculação médico - paciente a uma relação de consumo qualquer. Assim, muitas decisões condenatórias contra médicos, clínicas e hospitais têm como uma de suas bases a incidência do Código de Defesa do Consumidor.

Essa lógica faz com que o ônus da prova possa ser invertido, ou seja, o médico poderá ter que provar que não praticou uma conduta profissional contrária à lei. Isso quer dizer que o comportamento médico atual, de não se precaver, é altamente arriscado. A perspectiva é de que o número só aumente e, nesse contexto, o compliance é uma solução para blindar-se contra a possibilidade de processos cada vez mais latentes.

Compliance, palavra inglesa para conformidade, trata-se de uma intensa e rigorosa revisão dos processos, procedimentos administrativos e rotinas profissionais em todas as áreas de atuação profissional ou composição de uma clínica ou hospital. O resultado do serviço é a redução de riscos de multas, autuações e infrações, bem como de condenações em processos.

As mudanças nessa relação médico-paciente exigem a adoção de uma nova postura profissional e o compliance é a ferramenta mais adequada e com mais condições de oferecer resultados favoráveis no que diz respeito à prevenção de condenações em casos de processos. Mais que isso, é uma nova forma do médico fazer-se ouvido.

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Velho leitor de John Buchan, Eric Ambler e John Le Carré, mestres dos romances de espionagem, sempre me achei apto a decifrar tramas envolvendo encontros escusos, transporte de dinheiro ou venda de informações, capazes de abalar o equilíbrio entre corporações ou nações. Mas talvez eu estivesse errado. A ilusão de entender aqueles enredos complicados era porque, no último capítulo, esses autores dão a solução redondinha ao leitor. Na vida real –vide o Brasil–, não é tão simples.

Um ponto em comum entre a ficção e a não ficção é a existência de um local para servir de cenário ou de motivação para os crimes. Aqui no Brasil, esses locais abundam. Podem ser tanto o sítio em Atibaia, o tríplex no Guarujá ou o apartamento vizinho com que dona Marisa insistia em mimosear Lula, que não sabia de nada. Ou o apartamento de Salvador em que Geddel Vieira Lima estocou R$ 51 milhões em malas. Ou o apartamento no Rio que Aécio Neves e sua irmã queriam “vender” para Joesley Batista por R$ 40 milhões, mas, como não precisava de apartamento, Joesley deu R$ 2 milhões assim mesmo a um primo de Aécio.

Até aí, dá para acompanhar. O problema, tanto nos enredos da literatura quanto nos de verdade, é a confusão em torno do dinheiro. Ele entra e sai da história sem que se consiga acompanhá-lo. No caso do Brasil, é a dúvida entre corrupção passiva e corrupção ativa. Quando termina uma e começa a outra?

Lula, por exemplo, vive sendo denunciado por ter recebido recursos ilegais quando era presidente, o que significa corrupção passiva. Mas alguém imagina Lula sendo passivo em alguma operação?

Se, fora do trono, ele continua a dar broncas, se achar Deus e ameaçar meio mundo, imagine como não era quando tinha a caneta na mão e a certeza de que, ungido por si próprio, sua vontade era a lei.

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