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Arquivos de 2017

Andréia Bahia

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Andréia Bahia

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Caio Henrique Salgado

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Andréia Bahia

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Dia 1º de janeiro é o Dia Mundial da Paz. Será apenas mais um feriado, mais uma homenagem, mais uma formalidade? É o Dia Mundial da Paz! Isso não significa mais nada? Parece que não. Dois fortões mataram um trabalhador idoso numa estação do metrô de São Paulo só porque ele, atendendo ao seu instinto de ser humano, interrompeu uma tragédia em curso: os fortões iam matar um homossexual, morador de rua. Talvez apenas por ser homossexual, ou talvez apenas por ser morador de rua. A vida dele não tinha nenhum valor para aqueles valentões de araque que queriam simplesmente dar vazão a sua adrenalina adquirida praticando a luta abjeta contra os bons princípios e levantando o peso descomunal da ignorância e da falta total de humanidade.

Quando o senhor idoso, trabalhador ambulante em seu trabalho diário, atravessou o caminho dos campeões da covardia, eles pensaram logo –Vai esse mesmo! E desferiram toda sorte de socos e pontapés como se viu na imagem captada pela câmera do metrô.

Este caso emblemático seria apenas pontual se o mundo não estivesse como está hoje. No mundo real o terrorismo fundamentalista, guerras despropositais, balas perdidas de endereço que entram nas casas de família e nas cabeças de transeuntes incautos. No mundo virtual toda sorte de esculhambação, xingamentos, amizades desfeitas, ofensas pessoais gratuitas apenas pela vontade egoísta de impor um pensamento, uma opinião política, uma opção religiosa ou uma ideologia qualquer sempre pretensamente inconfrontável.

Esse é o mundo que temos pra hoje. E dia 1º de janeiro é o Dia Mundial da Paz. Quem pensa que não pode fazer nada e que isso não é da sua conta, está se enganando para não deixar o confortável bunker dos alienados. Dá pra fazer sim e muito. Dá pra não jogar mais gasolina na fogueira das redes sociais. Dá para não brigar no trânsito. Dá pra pedir licença, dar bom dia, dizer por favor e muito obrigado. Dá pra começar dentro de casa treinando a educação antes de sair pra rua. Dá pra ser melhor sim. Mudar não é fácil, mas é bom.

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Caio Henrique Salgado

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Renato Queiroz

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Renato Queiroz

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Nesse fim de ano, de esperanças e desesperanças, de ilusões e de desilusões, de tantas mentiras (mundo pós-verdade) e de especulações e de contratações de jogadores, não sei sobre o que escrevo. Não gosto de retrospectivas, das boas e das ruins.

Recentemente, um jornalista fez uma reportagem comigo, em meu apartamento, sobre minhas carreiras de jogador e de médico e sobre o livro que escrevi. O texto publicado enfatizava que não havia em minha sala nenhum troféu ou algo que lembrasse minhas antigas profissões. Parecia, pelo texto, que eu não curtia o passado. Não é bem assim. Apenas não gosto de exibi-lo e sei também de minha insignificância.

Deveria ter mostrado a ele meu escritório. Há um quadro com seis ingressos das partidas da seleção brasileira na Copa de 1970, presenteado por um torcedor que assistiu aos jogos nos estádios. Possuo também uma réplica pequena da taça Jules Rimet, que ganhamos e que foi roubada dentro da CBF e derretida. Virou filme. Tenho ainda um quadro com uma lembrança de uma homenagem feita pelo Cruzeiro. No escritório, existe também, em um quadro, a foto de todos os formandos de 1981 da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A lembrança é o elo entre o passado e o presente. É preciso separar a nostalgia, a saudade, um delicioso sentimento, do saudosismo de achar que tudo no passado era melhor, mais bonito e mais feliz. Saudosistas, com frequência, idolatram um passado que nunca existiu. “Eu não vivo do passado. O passado é que vive em mim” (Paulinho da Viola).

O futebol continua. A Chapecoense quer escolher os jogadores que lhe interessam. O clube que vai emprestar ou ceder concorda ou não. Transferir para a Chapecoense atletas que estão sobrando no elenco não é solidariedade. É conveniência. Seria como dar, de presente de Natal, algo que você não quer mais. A Chapecoense, que já recusou o privilégio de ficar três anos sem ser rebaixada, continua dando aula de dignidade ao futebol brasileiro.

O futebol continua evoluindo. Anos atrás, apenas poucos grandes times, como o Barcelona, marcavam por pressão a saída de bola da defesa, e apenas as equipes pequenas, quando perdiam a bola, marcavam com oito ou nove jogadores à frente da área. Hoje, muitos times pequenos marcam por pressão, e muitas equipes grandes marcam com até nove jogadores recuados, como faz o Chelsea. Quando recupera a bola, vários avançam, até um dos três zagueiros. Mourinho, recentemente, fez algo parecido também no Chelsea, quando colocava um “ônibus” à frente da área. Tite fazia o mesmo quando o Corinthians foi campeão mundial.

Vejo que os técnicos brasileiros, desde as categorias de base, estão muito mais atentos às transformações que ocorrem no mundo. Isso é bom, desde que não percam a referência e as particularidades históricas do futebol brasileiro.

Todos precisam evoluir. Tento fazer isso. Existe ainda, na crônica esportiva, uma excessiva repetição de antigos conceitos, chavões, lugares comuns e/ou de coisas que não têm nenhuma importância. Existem também muitos comentaristas que aprofundam as análises técnicas e táticas e/ou que não se limitam ao conhecimento de campo, como Juca Kfouri, Mauro Cezar Pereira, Carlos Eduardo Mansur e outros. Aprendo com eles.

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Marcus Alves

Repórter do espn.com.br
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