“Triste” e “ruim” foram as palavras mais usadas por membros do PSDB para avaliar a prisão do ex-governador e o principal líder do partido no Estado, Marconi Perillo. O tucano foi preso preventivamente, ontem, ao comparecer à sede da Polícia Federal (PF), em Goiânia, para prestar depoimento na Operação Cash Delivery.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti, diz que a prisão é “ruim para os próprios políticos.” “É mais um político que vai preso, o que acaba afetando a imagem de todos nós.” Questionado sobre o PSDB, o tucano diz que Marconi é o “grande líder”. “E todos sempre estiveram no barco em que ele foi o timoneiro. Agora, é aguardar.”

Sobre o impacto no PSDB goiano, que perdeu não apenas o governo, mas também cadeiras na Câmara e Assembleia, Vitti diz que o partido “já estava impactado. “Agora, todas as siglas têm altos e baixos. É preciso esperar e, depois, ter humildade para saber como reconstruir o partido, tanto em Goiás como no Brasil.”

Para o deputado federal Célio Silveira, a prisão foi “um baque no partido”. “Perdeu um grande líder do Estado, que tem ampla folha de serviços prestados”, diz. Ele ainda afirma que é “preciso esperar a poeira abaixar” para “ver qual o caminho, porque o partido foi nocauteado no domingo também; não conseguiu reeleger quase ninguém”.

Segundo ele, o momento é de reflexão. “O partido tem que repensar posições, ver como vai agir daqui para frente, ouvir mais a sociedade, e não só aquela cúpula decidindo. Tem que se renovar totalmente, correndo o risco de, se não o fizer, desaparecer do cenário político.”

O deputado Fábio Sousa, por sua vez, relata que é “inegável que é muito triste” a prisão. “É ruim para o partido e para a classe política. Agora, é aguardar e ver como vai se pronunciar a Justiça. Não é uma condenação, mas uma prisão de investigação.” Sobre o impacto disso no PSDB goiano, o tucano afirma que a sigla já foi impactada, ao citar a não reeleição de vários tucanos nesta eleição. “O povo não queria eleger, queria derrotar.”