O deputado estadual Daniel Messac (PTB) foi preso nesta sexta-feira (7) acusado de ser o mandante de intimidação contra uma testemunha da Operação Poltergeist, que foi deflagrada em 2014. Na época, o parlamentar foi denunciado como chefe de uma organização criminosa que desviava salários de servidores fantasmas da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Além disso, a investigação aponta que estes funcionários repassavam parte dos valores recebidos para o grupo que organizava a contratação.O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã de hoje pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, quando Messac estava em casa. A ação é um desdobramento da Operação Embaraço, deflagrada em 8 de novembro deste ano, na qual foram presos preventivamente duas pessoas ligadas ao parlamentar, que teriam efetivamente coagido a testemunha. Na oportunidade, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis, inclusive, na residência de Messac.Foi durante análise dos documentos encontrados na busca e apreensão em novembro que o MP encontrou indícios ligam o deputado aos dois envolvidos na intimidação. Em uma das conversas documentadas, um deles cobrava valores do parlamentar.OperaçãoA Poltergeist teve como objetivo apurar contratação de funcionários fantasmas na Assembleia, com repasse de parte dos salários à organização criminosa. As investigações começaram a partir da informação da testemunha, que relatou passar parte do pagamento que recebia do Legislativo para o grupo.Na decisão que determinou a prisão de Messac, o desembargador João Waldeck Félix de Sousa argumentou que a prisão o deputado é necessária para preservar a integridade física e psicológica da testemunha. “[...] prendem-se os obreiros e livra-se o engenheiro? Definitivamente, seria um agudo descredito ao Poder Judiciário tamanha incongruência de atitude”, disse.A reportagem entrou em contato com a defesa do deputado, mas, até a publicação, não houve retorno.