Objeto de reportagem nessa edição, ação do Ministério Público contesta a cobrança da taxa de esgoto em Goiás, na medida em que, segundo os promotores, a Saneago não atende aos parâmetros mínimos na Estação de Tratamento de Esgoto Dr. Hélio Seixo de Brito, que atende 75% dos moradores da capital.

A rigor, no comparativo estritamente de captação, trata-se de uma situação privilegiada. Segundo o Ranking de Saneamento da ONG Trata Brasil, somente 50,3% da população brasileira tem acesso à rede de coleta.

O que estaria ocorrendo com a Saneago é que os efluentes devolvidos ao Rio Meia Ponte seguem provocando danos ambientais, a despeito dos investimentos já feitos para o tratamento. Se a preservação dos recursos naturais parece meta secundária no País como um todo, há outras razões, de matriz econômica, portanto mais sensíveis do ponto de vista de nossa cultura, a legitimar o esforço pela ampliação desse serviço. Ainda segundo a Trata Brasil, de cada R$ 1 em saneamento, R$ 4 são economizados no sistema de saúde.

Senão pelas pessoas, senão pela vida em geral, que seja por questões orçamentárias que o tema receba a atenção merecida.