A poluição visual se caracteriza pelo excesso de informação jogada sobre o cidadão nas ruas de uma cidade. Placas, postes, outdoors, banners, cartazes, táxis, carros e outros veículos de anúncios se misturam num caos que, em última instância, afeta a qualidade de vida. Não é à toa que, pela terceira vez desde 2009, a Prefeitura de Goiânia junto aos vereadores aprovou uma regulamentação mínima para fachada de prédios localizados no Centro e em Campinas, bairros com forte inclinação comercial.

O exagero nessa comunicação visual contribui, entre outras coisas, para a descaracterização identitária do local, com sacrifício da arquitetura original e do patrimônio histórico cultural. Nesse aspecto, o Paço acerta ao propor um ordenamento, acenando inclusive com incentivos fiscais aos comerciantes que se adaptarem à regra sugerida, pela qual a dimensão das placas será proporcional à dos imóveis. Roga-se, contudo, que os comerciantes sejam envolvidos nos debates que naturalmente se seguirão.

Além do incentivo de políticas públicas, a conscientização das empresas de publicidade e dos próprios cidadãos são essenciais para promover essa melhoria.