Em sua edição de 5 de abril, O POPULAR noticiava que, após quase sete anos sob total abandono, a construção do Centro de Cultura e Lazer Casa de Vidro seria retomada com nova concepção arquitetônica. Tanto que a ordem de serviço fora assinada em solenidade no dia anterior, no Paço Municipal.

Contudo, mais de dois meses depois, conforme reportagem nessa edição, não há vestígios de máquinas, operários, qualquer evidência que remeta a uma obra no terreno do Jardim Goiás.

Poderia se dizer, com uma dose excessiva de compreensão, que uma projeto cultural não tem o caráter de urgência de uma obra viária ou edificações voltadas a saúde e educação.

Porém o problema parece generalizado. Das 16 obras que no mesmo abril seriam retomadas em 15 dias, apenas duas estão devidamente em andamento: Corredor T-7 e a urbanização do entorno da Paróquia Santo Antônio. Se é lícito que governos expressem seus feitos, o que um jornalismo feito com isenção e responsabilidade deve registrar, também é necessário que os prazos divulgados pelo próprio poder público sejam respeitados, sob pena de reduzir iniciativas há muito esperadas a propaganda enganosa.