Reportagem nesta edição dá conta de uma redução de 53,3% no registro de infrações de trânsito se comparado o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2016, quando o total de equipamentos empregados na fiscalização eletrônica funcionava conforme determina a licitação. De lá para cá, contratempos burocráticos impediram a manutenção do olho do Estado sobre aqueles que desafiam as leis.

E uma falsa sensação de civilidade se instaurou. Há inclusive um hiato inadmissível. A maioria dos flagrantes é registrada pelos fotosensores e nem todos aqueles que foram instalados funcionam.

A maior parcela ainda está em período de teste. Como consta na licitação de 2017, Goiânia deveria dispor de 643 faixas fiscalizadas, 75 faixas a mais que no edital anterior. Contudo, apenas 155 delas são de fato monitoradas atualmente.

Trata-se, pois, de uma inflexão por parte da fiscalização de trânsito. Além de resguardar as normas legais, agentes devem cumprir papel educativo, na medida em que orientam pedestres e condutores de veículos nas vias públicas. Porque, antes da ideia distorcida de uma indústria da multa, é a fiscalização rigorosa que garante a segurança de todos.