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Cuidado com a banalização

Diomício Gomes
Bernardo Magacho, oftalmologista: “O segrego da cirurgia plástica é buscar sempre pela naturalidade”

Apesar do aumento dos homens em procedimentos estéticos, são as mulheres que dominam as clínicas no Brasil. Elas representam uma fatia de 85,6% do mercado, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). O que mais preocupa os médicos com o maior acesso é a banalização de algumas intervenções, como a lipoaspiração. “A lipo não foi feita para emagrecer, mas para o tratamento de gorduras localizadas”, recomenda o cirurgião plástico Luiz Humberto Garcia de Souza.

Outra missão dos médicos é controlar os exageros em nome da beleza, com pedidos abusivos de intervenções. Algumas questões são fundamentais para se realizar um procedimento estético com segurança, como ter consciência de qual é o momento certo, conhecer os critérios de avaliação, o local adequado e reconhecer o bom profissional. “Nossa missão é controlar aqueles pacientes que têm distorção da própria imagem e não pensar no dinheiro. O segrego da cirurgia plástica é buscar sempre pela naturalidade”, avalia o oftalmologista Bernardo Magacho.

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