Quatro praças do Setor Sul poderão estar completamente diferentes das situações atuais no final do mês de setembro, quando termina o ciclo do projeto Casa Fora de Casa, de iniciativa do estúdio Sobreurbana e com financiamento do Fundo Estadual de Cultura. A principal mudança desejada é a presença de pessoas e a ocupação do espaço urbano. Atualmente, a praça Wilton Valente Chaves, na Avenida Cora Coralina, mesmo com localização privilegiada, está suja e falta de atrativos para a população.

A situação é semelhante ao que se vê nas praças do Bacião, da Rua Travessia Bezerra de Menezes e da Rua 132-C, além de todas as outras do bairro planejado para ser uma espécie de cidade-jardim em Goiânia. A iniciativa de modificar essa realidade começou na manhã de ontem pela Wilton Valente Chaves, em que cerca de 30 pessoas, entre ativistas urbanos e moradores, se reuniram para pensar e analisar o que pode ser feito no local para que ele possa se tornar atrativo para a população.

A atividade inicial é chamada de Reconhecer e Criar, de modo que chama os participantes a caminharem pela praça em grupos de até quatro pessoas para analisarem e anotarem quais problemas percebem no local e as propostas de soluções. Na parte da tarde, essas sugestões foram discutidas pelo grupo e com os coordenadores do projeto, como a arquiteta e urbanista Carol Farias. A ideia é que se tivesse, ao final do dia, um projeto único.

Espaços públicos de diversos locais do mundo foram mostrados aos participantes para que possam aumentar as possibilidades de como usar as áreas comuns do bairro. “A ideia é abrir a mente sobre outras possibilidades, até para não ficar no básico do que já temos em Goiânia, como as pistas de caminhada, playground e aparelhos de ginástica. Mas vamos ouvir as propostas e saber qual é o modelo para essa praça”, explica Carol Farias. Hoje, segundo ela, os principais problemas apontados são a segurança e a limpeza das praças.

No próximo sábado, o grupo e quem mais desejar volta à Praça Wilton Chaves para colocar em prática as propostas pensadas ontem. “O que nos for possível fazer, vamos executar, dentro das nossas possibilidades e verbas”, conta Carol.