A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser assintomática ou se manifestar em três fases: primária (nódulo endurecido nos genitais), secundária (manchas na pele), terciária (pode atingir o sistema nervoso central, causando um quadro de demência). Gestantes portadoras da doença, que não recebem tratamento adequado, podem transmiti-la aos seus bebês, a chamada sífilis congênita. Os recém-nascidos correm o risco de nascer com problemas de audição e de visão e com alterações no sistema nervoso central.

A transmissão da bactéria ocorre através de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), durante a gestação - da mãe infectada para o bebê - ou pela transfusão de sangue contaminado, embora hoje este meio seja raro pelo controle maior do sangue doado. Como não há vacina contra sífilis, o único meio de se prevenir é o uso de preservativos.

A sífilis tem cura em 95% dos casos, desde que o paciente esteja atento aos sintomas, faça o teste para diagnosticar a doença e comece o tratamento como indicado. O teste rápido para sífilis está disponível, gratuitamente, na rede pública de saúde, assim como o medicamento que combate a doença, a penicilina benzatina (Benzetacil). O tratamento não gera imunidade. A pessoa pode se infectar mais de uma vez se não fizer uso de preservativo.