Atualizado às 18h37

A Polícia Civil identificou o motorista da Uber suspeito de agredir uma mulher de 44 anos na madrugada de domingo (13), na região do Anel Viário, em Aparecida de Goiânia. De acordo com o delegado Diogo Barreira, que conduz as investigações sobre o caso, o homem foi localizado a partir de fotos e informações do veículo fornecidas pela passageira. O condutor, cujo nome não foi informado à reportagem, é natural do Tocantins e, atualmente, estaria vivendo e trabalhando na cidade goiana. O carro é de Araguaína (TO).

“A vítima tinha fotos do motorista e da placa do carro. Nós ainda não o contatamos, mas esperamos ouvi-lo em breve”, disse Barreira.

Até o momento, depuseram a vítima que teria sofrido a agressão, e a filha dela, que também estava no carro no momento do ocorrido. Segundo o delegado, elas afirmaram que o fato ocorreu após um mal-entendido proveniente de uma confusão no destino da viagem. "Ele teria recebido outro pedido de viagem para outro local. Quando ela apontou o erro no destino, ele teria pedido para elas descerem. Como eram quase 3h e o local era perigoso, elas se recusaram. Foi quando as agressões teriam começado”, conta Barreira.

Em nota, a empresa do aplicativo de transportes afirmou:  "A Uber considera inaceitável o uso de violência. Este tipo de comportamento configura violação aos termos de uso da plataforma e, se confirmado, pode levar ao banimento. A empresa permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei".

Lesões serão novamente examinadas

A mulher também realizou exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) para constatar a existência das lesões. A conclusão do laudo foi de que houve lesão corporal provocada por ação contundente.

No documento, é confirmada a presença de ferimentos na mandíbula, no cotovelo direito, na pálpebra esquerda, no antebraço direito e outros hematomas. No entanto, o laudo aponta a necessidade de um exame complementar para avaliar a evolução da lesão na cabeça e na mandíbula, o que deve ocorrer em 30 dias.

Por isso, conforme explica o delegado, ainda não será possível instaurar um inquérito para apurar o caso. “Para isso, será necessário saber se a lesão é leve ou grave. No último caso, a prisão preventiva do suspeito poderá ser pedida”, explica. “Caso seja uma lesão leve, será lavrado um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), pois é um crime de menor potencial ofensivo”.