Às 18 horas de sexta-feira, a estudante Kênia Ribeiro de França, de 22 anos, aguardava a aula começar. “Antes eu ficava perto da escola mesmo, esperando o tempo passar, sentava lá na porta, encostava no muro.” O antes é de quando ainda não havia sido instalado um parklet na Rua 9A, no Setor Oeste, em Goiânia. “Agora é mais confortável e bonito, tem os bancos, as plantas, fico aqui esperando a aula”, conta, temendo apenas o anoitecer, já que a via é escura e não há iluminação no equipamento.

Kênia acha bonita a extensão da calçada no local, especialmente por seu aspecto rústico, que contrasta com o ambiente urbano cheio de concreto. “Gosto bastante, também já vi na Avenida 136 e me sentei lá para pegar algo. Ando muito a pé e de ônibus e acho que deveria ter mais parklets espalhados pela cidade”, diz. A opinião é diferente do que a proprietária de um estacionamento em frente ao parklet escuta de motoristas que passam na rua.

Queixas
Maria Auxiliadora de Andrade Santos, de 36 anos, afirma que muita gente chega no local reclamando de que, sem o mobiliário urbano, haveria mais vagas para estacionar. “Eles tiram fotos, dizem que vão denunciar, nem sabem que é da própria Prefeitura e também não querem pagar pelo estacionamento.” A proposta de criação dos parklets na capital é de março de 2015 e, até então, são quatro os existentes na cidade, todos em bairros nobres.
Há previsão de que mais dois sejam instalados ainda neste mês, ambos no Setor Oeste, nas Rua 7 e João de Abreu.