O aumento do registro de infecção hospitalar e a ampliação de espécies de bactérias resistentes pelo uso indiscriminado dos antibióticos resulta em uma campanha da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) de prevenção de casos. Segundo a entidade, 70% dos pacientes nas unidades de terapia intensiva recebem tratamento por antibióticos, o que reforçaria a criação de microrganismos resistentes. O coordenador da campanha, Thiago Lisboa, afirma que a melhor maneira de combater este fato é restringir o espectro e a duração dos medicamentos.

Superintendente da Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Maria Cecília Martins Brito afirma que a melhor notícia acerca das bactérias resistentes é que o assunto está em voga. “Há 20 anos, quando a Organização Panamericana de Saúde (Opas) nos alertava para isso ninguém acreditava, hoje é uma realidade da qual não podemos fugir”, diz. Ela relata que já existe, na Noruega por exemplo, espécies de bactérias resistentes a todos os tipos de antibióticos, o que representa grande perigo para a sociedade.