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Mãe se nega a enterrar filha declarada morta por crer que ela ainda esteja viva

"Ela não está morta. Ela tem sinais de vida. Ela não está com a temperatura de morto. Acredito que minha filha está viva", diz

Reprodução/YouTube/Portal Tribuna

Débora Isis Mendes de Gouveia, de 18 anos, foi dada como morta há dois dias em um hospital localizado na Região Metropolitana de Maceió. A jovem havia sido internada com uma infecção urinária que se agravou e foi para os rins, causando o óbito. O corpo de Débora já está em um caixão e sendo velado, mas a família dela se recusa a enterrá-la. Sua mãe, Teresa Cristina Mendes, 48, acredita que a filha não morreu. A Polícia Civil foi acionada.

"Ela não está morta. Ela tem sinais de vida. Ela não está com a temperatura de morto. Acredito que minha filha está viva", disse Tereza ao G1. Ela também contou à publicação que a família tem histórico de catalepsia, em um estado que pode ser confundido com a morte.

"Com dois anos de idade. Esse problema acontece na família. Quando deu um ataque em mim eu tive uma dor muito forte na perna e eu fiquei assim, só retornei depois de quatro dias. Esse problema está se agravando e vem acontecendo na família", explicou.

Outros familiares e conhecidos de Débora também acreditam que ela não está morta. "Quando a gente estava orando a lágrima dela desceu. O irmão dela pegou na mão dela e ela apertou. Colocaram algodão em todos os lugares, não era para terem colocado. Isso aí que está acontecendo é milagre de Deus. Eu creio no Deus do impossível", contou um vizinho da família ao G1.

A Polícia Civil foi acionada e o delegado Manuel Wanderley Cavalcante pediu uma nova avaliação médica para confirmar a morte da jovem. O corpo de Débora já foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Maceió, para ser submetido a uma necropsia. "Vamos verificar se está em óbito. E se for comprovado que o hospital liberou este corpo sem óbito, vamos responsabilizar o hospital. Vou instaurar procedimento de investigação", disse o delegado à reportagem. 

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