Cidades

Comitiva do CNJ faz vistoria no Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

Unidade foi palco da rebelião que deixou 9 mortos, 11 feridos e resultou na fuga de centenas de detentos

Diomício Gomes
Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, em Aparecida de Goiânia

Uma comitiva de integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) faz, na manhã desta sexta-feira (12), uma vistoria na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia. A visita tem como objetivo verificar a atual situação da unidade prisional, palco de uma rebelião que deixou 9 mortos e 11 feridos no primeiro dia do ano.

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Segundo informações da rádio CBN Goiânia, a imprensa não tem acesso à porta do complexo. Policiais do Grupo de Intervenção Rápida e Ostensiva (Giro) fazem um cordão de isolamento nas proximidades do local.

O grupo que fará a vistoria é composto por representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Goiás (OAB-GO). A visita atende a um pedido da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, feito durante a reunião da última segunda-feira (8). Na ocasião, a ministra havia programado uma vistoria no local, mas desistiu por motivos de segurança, após ser informada da apreensão de artefatos explosivos dentro do complexo.

No dia 1º de janeiro, a rebelião no regime semiaberto deixou 9 mortos, sendo 2 decapitados, 11 feridos e centenas fugiram. Logo na sequência ocorreram dois motins, sendo um também no semiaberto e outro no Penitenciária Odenir Guimarães (POG).

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