Cidades

Celulares, drogas e facas são apreendidas em presídio palco de rebelião em Aparecida de Goiânia

Integrantes do MP, da Defensoria Pública e da OAB participaram da visita

Jota Eurípedes
Objetos em vistoria no Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia

A nova vistoria na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, apreendeu celulares, armas e drogas na manhã desta sexta-feira (12). Participaram da ação representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Goiás (OAB-GO).

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Uma semana após a rebelião que deixou 9 mortos, sendo 2 deles decapitados, 11 feridos e centenas foragidos, os policiais apreenderam 16 celulares, 5 baterias, 1 fonte de computador, 1 porção média e outra pequena de entorpecente, 2 pendrives, 8 chips de celular, 5 pedaços de ceguetas, 2 facas, 11 chuchos, 1 navalha, 3 cachimbos, 1 facão, 9 barras de ferro e 1 alicate.

O diretor-geral de Administração Penitenciária (DGAP), coronel Edson Costa, contou em entrevista coletiva que a visita foi uma das duas determinações repassadas pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, durante sua passagem por Goiânia, no último dia 8.

A outra orientação, de acordo com o coronel Edson, é a criação de um cronograma de trabalho para nos próximos 30 dias visitar todos os presídios do Estado. No entanto, estas visitas devem ocorrer em sigilo.

O coronel Edson explicou ainda que já foi solicitado o recambiamento de presos considerados perigosos para presídios federais. Mas essas transferências, dependem do Judiciário e do Sistema Penitenciário Nacional. Em relação a granada, o diretor da DGAP afirmou que nunca houve uma dentro do regime semiaberto. Segundo ele, o que foi encontrado foi um artefato caseiro, onde uma bola de tênis é enchida com pólvora.

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