Cidades

Após mais de 24 horas de protesto em distribuidoras, já falta combustíveis em 30 postos de Goiânia

Motoristas continuam bloqueando entrada e saída em distribuidora de combustíveis em Senador Canedo

Diomicio Gomes
Vans do transporte escolar estão no local

Após mais de 24 horas de protesto em 23 distribuidoras da Grande Goiânia, incluindo a de Senador Canedo, uma das maiores de Goiás, já falta combustíveis em pelo menos 30 postos da capital, segundo o Sindiposto.

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"Após às 10h, todas ficaram bloqueadas. Por dia, saem cerca de 3 mil caminhões e 1 milhão de litros de álcool, gasolina e diesel das distribuidoras. Já recebemos várias ligações de donos de postos dizendo que o combustível estava acabando e como o repasse é diário, amanhã [terça-feira, 14], a situação deve piorar", informou o gerente de uma das distribuidoras, Flávio Antônio.

Um grupo de motoristas, que são contra os altos preços de combustíveis em Goiás, passou a noite de segunda-feira (13) e continua, na manhã desta terça-feira (14), bloqueando a entrada e saída de caminhões da distribuidora.

De acordo com os motoristas, não há previsão para acabar o protesto e nem de liberação da distribuidora. O grupo se organizou, preparou comida e se revezaram para estar no local.

"Não temos previsão para sair. Isso só vai ocorrer quando o preço baixar. Temos carros, vans e caminhões fazendo o bloqueio. Queremos dialogar com o governo para atender nossos pedidos", afirmou o presidente da Cooperativa de Motoristas Particulares do Estado de Goiás (Coompago), Fabrício Nélio Feitoza.

O litro da gasolina pode chegar a R$ 4,49 e o do etanol a R$ 3,29. Ao todo, 23 distribuidoras foram fechadas na capital, e na região metropolitana.

Diomicio Gomes
PM está na manifestação em Senador Canedo
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