Em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), o pagamento de auxílio-moradia já foi instituído no Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) há três meses. Seguindo entendimento de isonomia com o Judiciário e o Ministério Público, a direção do tribunal baixou portaria em outubro de 2014 para a concessão de R$ 4,37 mil mensais a conselheiros, auditores e procuradores de contas, mesmo que tenham casa própria em Goiânia.Incluído na pauta de ontem de sessão do TCU, o pedido de pagamento do auxílio teve o julgamento adiado pelo ministro Raimundo Carreiro, relator do processo, de acordo com informações da Agência Estado. A Corte dará uma decisão definitiva sobre o benefício, com validade para todos os tribunais de contas do País – estaduais, municipais e do Distrito Federal.O processo a ser julgado pelo TCU é uma solicitação feita pela Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). Nas regras do Judiciário e do MP, os pagamentos serão feitos mesmo para quem já tem casa própria na cidade em que trabalha.Carreiro já afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que iria sugerir aos colegas aceitarem o mesmo modelo das outras instituições. Segundo ele, é preciso aplicar a simetria estabelecida pela Constituição entre o TCU e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), órgão que já adota o pagamento generalizado.O TCE-GO, que tem em atividade sete conselheiros, quatro auditores e quatro procuradores de contas, informou ontem que aguardará a decisão do TCU para se manifestar sobre possíveis mudanças no pagamento.A reportagem não obteve informações sobre o auxílio no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO). Segundo os dados da folha de pagamento no Portal da Transparência do órgão, o benefício não é pago atualmente.Leia mais:Petista dá prazo para sugestões do PMDB