Hoje, às 19 horas, no Shopping Bouganville, em Goiânia, o delegado aposentado e ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior autografa o livro Assasinatos de Reputações: Um Crime de Estado, escrito por ele em parceria com o jornalista Cláudio Tognolli. A obra, lançada no fim do ano passado, tem provocado polêmica por revelar uma suposta “fábrica de dossiês” contra adversários do PT.Um das vítimas apontadas no livro é justamente o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Foi o que motivou o diretório do PSDB em Goiás a trazer o ex-secretário nacional de Justiça. “Nosso interesse esta lá na página 151. Vamos esclarecer essa história e mostrar que o governador foi vítima de uma armação do ex-presidente Lula”, afirma o presidente do PSDB em Goiás, Paulo de Jesus, fazendo alusão à página inicial do capítulo em que Tuma Júnior revela o suposto esquema produzido contra Marconi.O PSDB em Goiás não mediu esforços para viabilizar a vinda de Tuma Júnior. “Fizemos uma rifa de um carro para pagar as despesas e comprar exemplares do livro. Não temos nada contra o governo federal, mas queremos contar a verdade dos fatos”, afirmou Paulo de Jesus.LivroRomeu Tuma Júnior ocupou o cargo de secretário nacional de Justiça entre 2007 e 2010. Durante esse período, ele coletou parte das informações que estão no livro e, em uma delas, afirma ter descoberto a “conta do mensalão”, que seria operada pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Na obra, Tuma Júnior também faz denúncias sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), que, segundo ele, teria motivação política. Além disso, o ex-secretário nacional de Justiça também afirma no livro que Lula era agente infiltrado da ditadura nos movimentos sindicais. A saída de Tuma Júnior do do cargo de secretário nacional de Justiça foi conturbada. Em 2010, uma operação da Polícia Federal investigava a máfia chinesa de São Paulo, acusada de contrabando de mercadorias. Nas gravações, Tuma Júnior aparecia em conversas com um dos principais suspeitos. Por causa disso, ele acabou exonerado do cargo, Tuma Júnior é filho do ex-diretor do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Romeu Tuma, morto em 2010. O pai dele comandou entre 1977 e 1982 um dos principais órgãos do regime militar, que hoje é investigado por supostamente ter torturado presos.