Política

Eleição indireta: Meirelles e Gilmar no topo da lista

Cenário político aponta para boa aceitação de nomes como do ministro da Fazenda e do magistrado para ocupar presidência

Antonio Cruz/ABr
Ministro Henrique Meirelles

Líderes políticos já iniciaram as negociações para uma eventual sucessão do atual presidente. No cenário de uma eleição indireta, ganham força neste momento os nomes do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, enfrenta resistência dos parlamentares, responsáveis pela escolha no cenário de uma eleição indireta. Para o Congresso, onde muitos são alvo de investigações, Cármen estaria muito identificada com a Operação Lava Jato.

A favor de Meirelles pesam os primeiros sinais de recuperação da economia e o bom trânsito com PT, PMDB e PSDB. O ministro da Fazenda comandou o Banco Central nas duas gestões de Lula na Presidência. Há, no entanto, o receio de que Meirelles seja citado em eventuais delações do doleiro Lúcio Funaro e do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os congressistas também têm simpatia por Gilmar Mendes, principalmente após ele ter feito duras críticas à Lava Jato. O ministro do Supremo e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assumiria, se eleito, sob a condição de conduzir o País até as eleições presidenciais do ano que vem. Essa alternativa, porém, não agrada a setores do PT e de outros partidos de esquerda.

FHC

A favor de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a credibilidade política. Uma vez eleito, ele teria papel semelhante ao que teve no governo Itamar Franco (1992-1994), quando assumiu a Fazenda e deu início a uma era de estabilidade econômica. Mas a alternativa FHC dificilmente seria aceita por Lula e pelo PT, o que inviabilizaria sua eleição.

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