Santiago - O governo chileno disse ontem que o protesto realizado na quinta-feira pelos estudantes foi o mais violento desde que as manifestações começaram, no ano passado. Em comunicado, o subsecretário do Interior Rodrigo Ubilla disse que em todo o país mais de 472 pessoas foram presas, 28 dos quais foram acusados formalmente. De acordo com ele, 36 policias ficaram feridos após dezenas de milhares de estudantes tomarem as ruas de Santiago, capital do Chile, na quinta-feira. Ubilla acusou o líder estudantil Gabriel Boric de incitar os manifestantes a expressarem-se com raiva. Boric nega as acusações: “Todos os nossos chamados... foram para marchas pacíficas”, disse Ubilla. O protesto foi o terceiro e mais numeroso deste ano. De acordo com os organizadores, 120 mil pessoas marcharam pelo centro de Santiago, mas a polícia contabiliza 40 mil. Os estudantes protestam contra a política educacional e demandam o fim do lucro em estabelecimentos de ensino que recebem recursos estatais. O governo tem se negado a dialogar com os jovens. O ministro da Educação, Harald Beyer, disse que as negociações devem ser conduzidas no Congresso, para onde enviou projetos de lei que reconhecem algumas das reivindicações.