Especialista em editar, mixar e masteurizar o som das faixas que integram o DVD, Paulo Celestino, 42 anos, do Estúdio Up Music de Goiânia, diz que o mercado do DVD no Brasil é relativamente novo. Nos países desenvolvidos, a tradição na realização do produto determina a qualidade final. “Isso pesa muito”, explica ele, lembrando que a tecnologia do DVD foi assimilada primeiro pelos estúdios do cinema (Digital Versatile Disc), a partir do filme Twister, de 1996. Além desse aspecto, Paulo declara que na Europa e no Estados Unidos o processo de produção de um DVD é valorizado. “Aqui, não. A gente só dá valor no resultado.” Quanto à tecnologia, ela ficou mais acessível. “E chega rapidamente em todos os lugares”, comenta. Por isso, Paulo demora de dois a três meses para finalizar um DVD com até 20 músicas. “O que demanda mais tempo é a edição, que necessita um cuidado maior, música por música”, explica. Captação de imagens Outro segmento que o mercado de gravação de DVD impulsionou foi o de captação de imagens. Luis Fernando Moynier, 21 anos, comanda, com o pai e o irmão, a Grua & Cia. Independente do diretor, a família Moynier marca presença em praticamente todo DVD gravado em Goiânia. “De uns cinco anos pra cá, o mercado expandiu”, fala o jovem, que atua como cameraman ou no controle das câmeras digitais, gruas eletrônicas e travellings automáticos. “Estamos sempre renovando os equipamentos para atender o segmento de gravações de DVD”, diz Luís Fernando, que acredita que nesse campo a defasagem é mínima, já que a tecnologia é mesma tanto aqui quanto em outras partes do mundo. “De ponta”, garante.