-Imagem (Image_1.1162281)Como é ser a primeira drag queen funkeira do País?É um marco para mim, algo que vai estar comigo para o resto da minha vida. Creio que estou ajudando muito na visibilidade da cultura drag dentro do Brasil. Espero que muitas outras tenham coragem e se aventurar na carreira musical. Como foi a produção do EP?Foi umas das coisas mais divertidas que tive a oportunidade de participar. Sempre fui muito fã de música e quis ter um álbum, porém, nunca imaginei que poderia torná-lo realidade. Estive ao lado do meu produtor musical em todas as etapas da produção e é algo magnífico de se acompanhar. Ver suas letra e ideias tomando vida é emocionante. Ainda tive a oportunidade de trabalhar com o Mateus Carrilho, da Banda Uó, que foi surreal. Sou muito fã da banda. O bom humor é uma das marcas da sua música. Como escolheu o repertório e o que sua música quer comunicar?Quero que as pessoas se divirtam. Eu fiz esse trabalho para ocupar todos os ‘esquentas’ e baladas do Brasil. Quero que as pessoas se juntem pra dançar, rir e cantar ouvindo as minhas músicas. A vida é algo muito difícil, quero dar alegria e bom humor para as pessoas. Apesar do sucesso da cultura drag, há ainda muito preconceito. Como você lida com a homofobia?Na minha infância, tive muitos problemas com a homofobia por ter sido uma criança afeminada. Sofri muito. Hoje em dia, consigo lidar com essa falha da sociedade muito melhor do que antes. Consegui me aceitar do jeito que sou. Mas sei que ainda tem muita gente sofrendo por aí. Recebo muitas mensagens de gays menores de idade me pedindo ajuda para superar problemas familiares e até bullying na escola. É triste demais, faço de tudo para ajudá-los.