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Prato “padrão pedreiro”

Brincadeiras sobre o tamanho do prato não afetam Fernanda Carolina de Queiroz, 23 anos, mas a supervisora de call center diz que já sofreu muito por brincadeiras que associavam o pouco peso a algo ruim. Além disso, não é de hoje que o corpo magro acompanha a jovem, que já passou pela fase das vitaminas para engordar e da preocupação dos familiares. Ela come muito e é isso que geralmente causa estranheza.

Com 50 quilos e 1,70 metro de altura, Fernanda conta aos risos que sempre teve um prato “padrão pedreiro”. Chegou a alcançar 56 quilos, mas o dígito durou apenas seis meses. “Tenho metabolismo muito acelerado e a temperatura do meu corpo é um pouco acima da média. Sinto fome o dia inteiro.”

O que muita gente não sabe é que ter o corpo muito longilíneo não é opção e que engordar representa uma luta, assim como é para a maioria fazer dieta restritiva. “Já tomei suplementos e vitaminas. Hoje tomo apenas vitaminas para reposição, porque queimo inclusive vitaminas naturais do corpo.” Fernanda diz que sonha em ganhar alguns quilinhos e esconder os ossos que teimam em ficar aparentes. “Quando subo na balança e vejo que engordei um quilinho ao menos, quero soltar fogos de artifício”, confidencia. Hoje Fernanda vai à academia cinco vezes por semana e pratica muay thai e musculação. O hábito foi estabelecido depois de ela ser diagnosticada com colesterol alto, mesmo com peso baixo.

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