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No universo digital

O Cidade Negra tem quase três décadas de trajetória e acompanhou as mudanças no mercado fonográfico. A banda, a primeira de reggae a assinar com uma grande gravadora e também pioneira em vender milhões de cópias de discos, se rendeu ao universo digital. “Hoje em dia, é melhor você não assinar com selo nenhum, lançar um disco pela internet e fazer shows. Lançar um álbum atualmente é bem mais fácil e mais barato que antes e se você disponibilizar nas redes sociais terá um alcance maior e mais rápido”, conta Lazão.

Por outro lado, segundo Lazão, a chegada das plataformas digitais aumentou a rotatividade dos artistas; no entanto, ele acredita que o reggae ainda não conseguiu se firmar na mídia. “O gênero está em um momento muito forte, mas não aparece com tanta frequência porque é um som muito politizado, somente quando surge com algum artista com milhões de visualizações na internet. Sou de uma época que tinha espaço para todo mundo, mas agora formou um monopólio musical que tem apenas uma coisa.”

Ele destaca que, hoje, “se você ligar as rádios todas estão tocando as mesmas músicas. Se você liga a TV em todos os canais estão as mesmas duplas que é o que está predominando no Brasil, canções de letras vazias e de futilidade. Infelizmente, o País está cada vez mais afundado cultural e politicamente na lama”.

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