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Encontro de Folia de Reis acontece dia 29 de janeiro em Goiânia

Evento deve reunir mais de 30 grupos de diversas cidades goianas

Denise Jacomo/Prefeitura de Goiânia/Divulgação
Encontro de Folia de Reis

O 16° Encontro de Folia de Reis será realizado no dia 29 de janeiro (domingo), na Praça da Matriz de Campinas, em Goiânia.

Segundo os organizadores, o tema “Nas crianças o presente e o futuro das folias” reflete a importância da participação das crianças e jovens nesta manifestação artística e cultural. “Em muitos grupos de folia, as crianças e adolescentes já têm atuação efetiva, especialmente, na instrumentação. A capacidade de prolongamento de uma Folia de Reis no tempo depende diretamente da capacidade que ela tiver de continuar encantando as crianças e adolescentes. Enquanto houver esse encantamento, nossas folias terão vida longa”, afirma o professor Jadir Pessoa, membro da Comissão Goiana de Folclore.

O evento será aberto com a já tradicional alvorada festiva, às 6 horas, e com a missa dos foliões, às 7 horas. Depois, os mais de 30 grupos se apresentam ao decorrer do dia. A programação completa será divulgada na próxima semana.

Tradição
A folia é considerada uma expressão do Brasil agrário, que tem características próprias, expressas em coreografias, ritmos e canções. É um evento popular que transcende a esfera religiosa de sua origem e alia aspectos profanos e regionais.

Apesar das particularidades locais, todos os grupos têm como característica principal a preservação dos versos e danças. No Brasil, a Folia de Reis é uma das tradições herdadas dos colonizadores portugueses com influências das religiões exercidas pelos escravos.

A festa comemora o nascimento de Cristo. O enredo lembra a viagem que os três reis magos - Baltazar, Belchior e Gaspar - fizeram a Belém para encontrar o Menino Jesus. Os palhaços, vestidos a caráter e cobertos por máscaras, representam os soldados do rei Herodes, em Jerusalém, e na Folia têm a função de animar a festa e espantar os maus espíritos. 

Da tradição portuguesa, os foliões pedem licença para entrar e começam a cantoria. Os cantos, chamados também de tala e contra-tala, têm aquele falsete agudíssimo, um lamento choroso que corta o sertão paulista, mineiro e goiano. É assim a cada ano: o Alferes da Folia, chefe dos foliões, pode bater à porta a qualquer momento, de manhãzinha, seguido dos palhaços do Reisado e de seus instrumentos barulhentos.

Serviço
Local:
Praça da Igreja Matriz de Campinas (Rua José Hermano, Setor Campinas)

As informações são da Prefeitura de Goiânia

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