Magazine

Beyle de Abreu Freitas lança o livro Marrano, o Caçador de Gente, no Palácio das Esmeraldas

O último bandeirante: livro será lançado na próxima quarta-feira (21)

Diomício Gomes
Beyle de Abreu Freitas com livros de sua trilogia: viagem ficcional ao século 18

O escritor Beyle de Abreu Freitas lança quarta-feira (21), a partir das 19h30, o livro Marrano, o Caçador de Gente, no Salão Dona Gercina Borges, no Palácio das Esmeraldas. O romance, publicado com sole da editora Kelps, é o último volume da trilogia A Grande Guerra do Cerrado, assinada pelo autor com pseudônimo A.F.Beyle, por se tratar de uma ficção. A obra se passa no século 18, em um passado esquecido do Brasil, e mostra as invasões que as terras brasileiras, em especial Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás sofreram em busca de ouro e pedras preciosas.

Foram cinco anos de pesquisas em bibliotecas, cinema e internet na produção dos três livros, que levam o nome de personagens históricos: um índio, um escravo negro e um bandeirante paulista filho de judeu. A primeira obra da trilogia, Kayapó, O Guerreiro do Céu, foi lançada em junho do ano passado, e a segunda, Mandinka, Um Feiticeiro do Fim do Mundo, em fevereiro deste ano. “Escolhi três representantes da nossa raça. Vidas atreladas a destinos diferentes que se entrecruzam nos combates da guerra”, descreve Beyle.

Na literatura, os bandeirantes sempre despertaram polêmicas quanto ao título de heróis ou vilões. Ora foram grandes desbravadores e homens bem-sucedidos, noutro momento foram tratados como guerreiros sanguinários e bandidos cruéis. A paixão de Beyle pelo tema surgiu no início dos anos 2000 na época que ocupava o cargo de vice-presidente de assuntos corporativos do Grupo José Alves. Ele foi responsável por conduzir um projeto de instalação de um monumento em homenagem aos bandeirantes com 12 peças em tamanho real nas Faculdades Alfa, na Perimetral Norte, em Goiânia.

As figuras em bronze foram feitas pelo artista plástico Luiz Olinto. Junto com o monumento, inaugurado em 2010, Beyle de Abreu lançou o livro Os Bandeirantes, sobre a conquista de Goiás que é a expedição do Anhanguera Filho, de 1722 a 1726. “Durante a pesquisa, descobri uma porção de coisas que a literatura oficial não conta ou omite ou ainda repete erros do passado. Sabia que dava um romance. Depois que me aposentei, tive tempo e comecei a escrever a trilogia A Grande Guerra do Cerrado”, lembra, sobre o trabalho recente.

Segundo o autor, os bandeirantes são retratados na trilogia como figuras reais do universo da conquista, ora aventureiros, ambiciosos. Ora heróis da expansão de nossas fronteiras. Beyle concorda que existe uma distorção no papel deles para o Brasil. “A guerra de conquista, em qualquer país do mundo, como Estados Unidos, Austrália, e colônias espanholas, por exemplo, foi violenta e brutal para todos os seus participantes, vencedores e vencidos. Os bandeirantes paulistas foram a barreira que empurrou as fronteiras do Brasil para além das terras pertencentes à Espanha, deixando para nós, seus herdeiros, esse País imenso e maravilhoso. Muitas vezes lutaram no litoral para expulsar os estrangeiros que aqui quiseram se instalar. Foram eles, com seus escravos e índios aliados, os guerreiros da nossa terra”, avalia.

Livro: Marrano, o Caçador de Gente
Autor: Beyle de Abreu Freitas
Lançamento: Quarta-feira (21), às 19h30
Local: Salão Dona Gercina Borges, no Palácio das Esmeraldas, Praça Cívica, Centro

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.