Esporte

Com gol de Jorginho, Atlético bate Coritiba no Olímpico e se reabilita na Série A

Dragão chega a 15 pontos, continua na lanterna, mas ganha mais fôlego para enfrentar, fora de casa, Flamengo e Corinthians, nos dois próximos sábados

Marcello Dantas
Atlético bate o Coritiba no Olímpico pela Série A

Pelo menos por enquanto, passou a sofrência do Atlético na Série A do Brasileiro. Ao contrário de jogos anteriores, quando atuou bem, o Dragão da tarde deste sábado (12) não teve boa atuação no Estádio Olímpico, mas fez o suficiente e o básico para vencer o Coritiba, por 1 a 0. Gol do camisa 10 do Atlético, Jorginho, que vai se notabilizando pela estrela quando joga no Estádio Olímpico. Num lance de oportunismo, Jorginho dominou na área e chutou rasteiro, entre as pernas do goleiro Wilson. O Dragão chega a 15 pontos, continua na lanterna, mas ganha mais fôlego para enfrentar, fora de casa, Flamengo e Corinthians. A vitória foi um alívio para o time goiano na abertura do returno, devolvendo, em parte, a goleada sofrida em Curitiba, por 4 a 1.   

Estádio Olímpico vazio. Palco sem público para time sem campanha convincente. Qualquer ruído da arquibancada podia ser ouvido à distância. O Atlético, lanterna da Série A, seguiu a sua trajetória, de desilusão da torcida e desânimo de outros seguimentos, como imprensa e até de parte da diretoria, que já planeja 2018. Se não conquistou pontuação suficiente para ficar numa posição melhor, o Dragão tem mostrado disposição. Marcou, atacou, criou poucas chances de gol e não se omitiu, mas pouco produziu, ofensivamente falando.

O Coritiba, atrás, sofria com o tempo seco e o calor de Goiânia. Tocava a bola, cozinhava o jogo para não se desgastar. Esperava uma oportunidade com Alecsandro, filho de um dos ídolos do time Coxa-branca – o irreverente ex-atacante Lela, titular na conquista do Brasileirão 1985. Da lembrança do maior título do clube paranaense, Alecsandro usa camisa com número alusivo ao ano do título – camisa 85.

A equipe visitante também tentava cavar faltas, apostando na força da batida do meia Thiago Carleto,   Os times jogavam assim, sem muita inspiração, mas com muita transpiração para suportar a aridez da temperatura do primeiro tempo. Luizão (ex-Grêmio Anápolis e Anápolis) e William Matheus (ex-Goiás) tinham algum trabalho na marcação sobre Walter.  

As poucas chances foram do Dragão, mas quem teve a chance de abrir o marcador foi pouco efetivo. Jonathan apanhou um rebote, ajeitou e bateu por cima, na entrada da área. Mas, no melhor momento, a bola caiu na meia-lua. Diego Rosa, livre, dominou e, sem marcação para atrapalhá-lo, chutou acima da meta do goleiro e capitão Wilson. Na de gol e a impaciência já começou a tomar conta da pessimista torcida atleticana.        

O início do segundo tempo foi melhor. O Dragão pressionou. Faltava mais capricho nas jogadas laterais ou confiança para concluir ao gol. Sintoma de fase ruim. O Coritiba assustou na batida de Alan Santos, na entrada da área. Quando arriscou o chute ao gol rival, Paulinho colocou força no chute e jogou ao chão o zagueiro Márcio. A torcida passou a pedir João Pedro.

Faltava algo diferente. Aconteceu. Na cobrança lateral, Diego Rosa caiu na área, pediu pênalti e o jogo prosseguiu  Jorginho apanhou a sobra, ajeitou e chutou rasteiro, entre as pernas do goleiro Wilson. Atlético 1 a 0, aos 17 minutos. Segundo gol de Jorginho, o senhor Olímpico, na Série A do Brasileiro.

Após sofrer o gol, o Coritiba teve boa chance para empatar, no cabeceio de Márcio, para fora.  O Dragão cozinhou o Coxa com fogo morno e se reabilitou na Série A.      

FICHA TÉCNICA

Atlético 1                                                                                                                                                                                                                      

Felipe; Jonathan (André Castro), Wiliam Alves, Gilvan e Bruno Pacheco; Ígor e Paulinho; Jorginho, Diego Rosa (Breno Lopes) e Walter; Niltinho (Marcão). Técnico: João Paulo Sanches

Coritiba 0                                                                                                                                                

Wilson; Léo, Luisão, Márcio e William Matheus; Jonas, Alan Santos (Henrique Almeida), Matheus Galdezani e Thiago Carleto (Neto Berola); Alecsandro (Thomas Bastos) e Rildo. Técnico: Marcelo Oliveira

Local: Estádio Olímpico.

Árbitro: Grazziani Maciel Rocha (RJ).

Assistentes: João Luiz Coelho (RJ) e Wendel de Paiva (RJ).

Público:  1.035 pagantes.

Renda: R$ 21.730,00.

Gols: Jorginho, aos 17 minutos do 2º tempo.                      .  

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