Economia

Para FMI, economia brasileira “virou a página” com reformas

Segundo a diretora Christine Lagarde, mudanças já estão ocorrendo sustentadas pelas políticas fiscal e monetária, que responde à redução da inflação no Brasil

Agência Brasil/Tomaz Silva
Christine Lagarde

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse que a economia brasileira “virou a página” por causa, em parte, das políticas fiscal e monetária adotadas recentemente pelo governo.

“Então eu diria que, graças ao ciclo, a políticas que foram anunciadas, algumas que já foram implementadas, a economia brasileira virou a página e vai avançar no curso de 2017 e 2018”, afirmou.

A diretora do FMI disse que reformas estruturais ainda “são claramente necessárias”, mas que mudanças já estão ocorrendo sustentadas pelas políticas fiscal e monetária, que responde à redução da inflação no Brasil.

Lagarde ainda afirmou que o combate à corrupção vai ser muito importante para “destravar o potencial da economia brasileira”.

A mais recente projeção feita pelo FMI, divulgada na segunda-feira (17), mostra uma previsão de crescimento do PIB brasileiro de 0,2% neste ano, após uma queda de 3,6% em 2016.

O relatório do Fundo também aumentou a estimativa de crescimento no ano que vem -de uma expansão estimada em 1,5% em janeiro para 1,7% agora.

É visível a expectativa do Fundo com relação a aprovação de reformas como a da Previdência. Segundo o organismo, para que o país consiga recuperar o crescimento, será preciso a implementação de “ambiciosas reformas” que ataquem despesas “insustentáveis”, como na seguridade social.

Em outro relatório, o FMI prevê uma redução no deficit primário do Brasil nos próximos anos - com superávit primário a partir de 2020- apoiado na possível concretização de reformas, como a da Previdência, e em decisões já implementadas, como a PEC que limita os gastos públicos nos próximos 20 anos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que chegou na quarta-feira (19) a Washington, sugeriu que não vai fazer promessas diante da alta expectativa de investidores sobre a aprovação da reforma da Previdência.

“A garantia será dada no dia em que for votada no Congresso e for incorporada à Constituição”, afirmou. “O que estou fazendo aqui é transmitindo a minha expectativa, a minha avaliação dos acontecimentos e do que achamos que irá ocorrer no Congresso.”

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