Economia

Laudo comprova 75% de água em óleo diesel vendido em Goiânia

Bombas do posto de combustíveis do Carrefour, na Avenida T-9, foram interditadas. Consumidores lesados são orientados a procurar os juizados cíveis

O posto de combustíveis do Carrefour, na Avenida T-9, Setor Vila Bela, teve bombas interditadas ontem após um laudo comprovar 75% de água em óleo diesel vendido no local. De acordo com o Procon Goiás, duas bombas onde estavam o combustível adulterado permanecem interditadas até regularização.

A apuração foi feita pela Agência Nacional de Petróleo e mostrou que o combustível estava adulterado em valores muito acima do tolerável pela legislação, que é de 0,07%. Segundo o Procon, também havia muita sujeira nas amostras.

O proprietário do posto foi autuado e agora tem um prazo de 15 dias para apresentar defesa. Caso contrário, deverá receber uma multa a partir de R$ 5 mil. Já as demais bombas do estabelecimento continuam funcionando normalmente.

A inspeção foi iniciada na última quinta-feira, dia 5, após denúncias de motoristas que teriam abastecido o veículo no posto e tiveram problemas no funcionamento do automóvel em seguida. “Aos consumidores lesados, o Procon Goiás está disponibilizando os laudos para que eles busquem o reembolso nos juizados cíveis. Os consumidores lesados ainda podem juntar a nota do posto, de quando abasteceram o veículo, as despesas com mecânico. Não há necessidade de advogado nesse tipo de ação”, explica a superintendente do órgão de defesa do consumidor, Darlene Araújo.

De acordo com o Procon, outros 10 postos de Goiânia e Senador Canedo também foram fiscalizados por suspeitas de alterações no diesel, etanol e gasolina. O resultado deve ser divulgado hoje pela entidade.

Em nota, a assessoria de imprensa do Carrefour afirmou que fará apurações necessárias sobre o caso. “A venda do produto seguirá interrompida e será retomada apenas após o esclarecimento das causas e correções necessárias. A empresa informa que a qualidade é atestada por instituto independente, atendendo rigorosos padrões e a legislação vigente”.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto) divulgou uma nota, onde repudiou as adulterações de combustíveis flagradas recentemente. “Tudo o que queremos é o mercado transparente e sadio”, defende o advogado do Sindiposto, Antônio Carlos de Lima.

Danos colaterais
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