-Imagem (1.327232) O taxista Bruno Vicente Ferreira, de 24 anos, foi preso acusado de estuprar duas passageiras na primeira quinzena de maio. A polícia não descarta que haja outras vítimas. Ferreira ainda não tem passagem pela polícia, segundo a delegada Ana Elisa Gomes, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), e atuava como taxista há três meses em uma cooperativa. Ele também já trabalhou como mototaxista. As duas vítimas que haviam prestado queixa na delegacia na época dos crimes reconheceram o taxista. Ambos os casos aconteceram de madrugada e, segundo a delegada, Ferreira agiu com violência, aproveitando o fato de as vítimas estarem sozinhas. A polícia chegou ao suspeito após reunir elementos, como características relatadas e imagens de veículos. No primeiro caso, ocorrido no dia 8 de maio, a vítima de 27 anos saía de uma festa no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), na GO-020, e solicitou os serviços de Bruno na fila de táxis que se formou em frente ao local. A vítima estranhou quando o suspeito desviou da rota e ligou para a família. Neste momento, o taxista a enforcou com força provocando o seu desmaio e então praticou a violência sexual nas proximidades da Vila Lobó. Menos de uma semana depois, no dia 14, aconteceu o estupro da segunda vítima, de 26 anos, que também abordou o taxi de Bruno, desta vez na Rua 10, no Setor Central. Ela voltava de uma reunião com amigas e no caminho foi golpeada com murros na cabeça e levada para uma estrada deserta nas proximidades do autódromo, onde ocorreu o crime. Quando foi preso, no domingo, o taxista estava em seu táxi, perto da residência dos pais, em Aparecida. Ele foi apresentado ontem à imprensa. “Por enquanto, apenas as duas registraram ocorrência e reconheceram o suspeito”, comentou Ana Elisa. Em depoimento, Ferreira não negou os crimes, mas tentou se justificar. “Ele quis colocar a culpa nas mulheres. Falou que elas tinham ingerido bebidas alcoólicas e usavam roupas provocantes, como se houvesse justificativa para cometer o estupro”, informou a delegada. No momento da prisão ele havia afirmado que o ato sexual foi praticado com consentimento das mulheres. O taxista foi autuado por estupro e cárcere privado qualificado e pode ser condenado a até 15 anos de prisão.-Imagem (1.327181)