Na abertura oficial do 15º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), ontem à noite, nos jardins do Palácio Conde dos Arcos, a onda de protestos que desde o mês passado se espalhou em várias partes do País e do Estado, quase roubou a cena do festival. Na solenidade, às vozes do governador Marconi Perillo, do Secretario estadual de Cultura Gilvani Felipe e da prefeita Selma Bastos somaram-se, do lado de fora do palácio, cercado por forte efetivo policial, gritos e manisfestações em nome de melhorias na Universidade Estadual de Goiás (UEG), na saúde do município e palavras de ordem contra a corrupção. Apesar das manifestações, ao menos até o fechamento da edição não foram registrados tumultos nem prisões. O barulho da multidão além dos muros do prédio histórico não atrapalhou o discurso do governador, que lembrou da importância do festival, ao longo de 15 anos, como um elemento aglutinador de benefícios para a cultura, o turismo, a economia e a política ambiental no Estado e, claro, na cidade de Goiás, patrimônio histórico da Humanidade . Em entrevista logo após seu discurso, Marconi foi lembrado pela reportagem do POPULAR que entre as diversas pautas dos manifestantes do lado de fora estavam questões ligadas ao meio ambiente. “O Fica é uma resposta aos anseios da comunidade goiana e do povo brasileiro para a reflexão sobre a gestão ambiental”, disse ele, acrescentando que os proprietários de terras em municípios da região da bacia do João Leite vão receber incentivos do governo. No intervalo entre os discursos, a filha de Cora Coralina, Vicenza Bretas Tahan, emocionou a plateia ao declamar o poema da poetisa da Vila Boa, Minhas Mãos. Em seguida, foi realizada uma apresentação da banda Pequi. O festival prossegue até domingo.-Imagem (1.352050)-Imagem (1.352049)-Imagem (1.352048)-Imagem (1.352047)-Imagem (1.352046)-Imagem (1.352045)