-Imagem (1.327879) A Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) aprovou na tarde de ontem, por unanimidade, o reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano da Região Metropolitana de Goiânia de R$ 2,70 para R$ 3. O bilhete do Eixo Anhanguera passará a valer R$ 1,50, antes era cobrado R$ 1,35. O reajuste chega a 10,81% e começa a valer já a partir de hoje. A mudança provocou o protesto de um grupo de usuários formado por estudantes, denominado Frente Contra o Aumento. A manifestação tomou conta da Praça Cívica, na região do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no início da tarde, e, após anunciado o reajuste, se estendeu até a Praça Universitária. O estudo realizado pela Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) foi debatido ontem por sete dos nove integrantes da CDTC e todos votaram favoravelmente ao aumento. Não compareceram à reunião os prefeitos de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e Senador Canedo, Misael Oliveira. Marcada para ocorrer na quinta-feira (16), a reunião foi adiada para ontem, às 15 horas, e se encerrou por volta das 17 horas. Os manifestantes chegaram a elaborar carta para pedir novo adiamento para a próxima semana. Na segunda-feira ocorrerá uma audiência pública que debate o aumento da tarifa do transporte coletivo, com representantes do Ministério Público Estadual, Procon Goiás, Procon Goiânia e dos manifestantes. A intenção da Frente Contra o Aumento é que a discussão da reposição tarifária fosse feita após a audiência pública ou a portas abertas. Estudante da Universidade Federal de Goiás (UFG) e integrante da Frente, Vitor Hugo Viegas considerou que a discussão entre os membros da CDTC não seria justa, por não haver representantes dos usuários do transporte coletivo. O operador de telemarketing e estudante Gabriel Arruda, de 21 anos, aguardava seu ônibus no ponto localizado na Praça Cívica quando soube da confirmação do aumento da passagem de ônibus. Ele, que utiliza o transporte quatro vezes ao dia, afirma que terá de voltar a morar em Goianésia e se despede da capital em julho. O custo de vida na cidade, sobretudo com o aumento da tarifa do transporte coletivo, foi fundamental para a sua escolha, segundo Gabriel. “Ia começar a fazer faculdade e utilizaria mais dois ônibus, o que aumentaria muito os custos”, revela. Escolhido pela CDTC para falar em nome da Câmara, o presidente da CMTC, Ubirajara Abud, declarou que as manifestações que ocorreram são válidas, mas o reajuste é previsto em contrato. “O estudo é claro e transparente. Se não fosse cumprido, as empresas questionariam a oferta do serviço e poderiam até reduzir o número de ônibus por entender que o preço pago não seria válido e isso ocasionaria ainda mais protestos.” Estudo Abud disse ainda que a CMTC está tranquila com o pedido do Procon Goiás de receber o estudo para o reajuste tarifário para que este possa ser avaliado pelo órgão, na tentativa de não haver um reajuste abusivo. O estudo não havia chegado ao órgão até o final da tarde de ontem, em decorrência do término da decisão. “Comparativamente com outras capitais, a tarifa da Região Metropolitana é uma das menores do país por ser única. O usuário vai de Goianira para Trindade ou Goiânia com apenas uma passagem. É um preço justo”, avalia o presidente da CMTC. Abud diz ainda que a melhora do serviço de transporte coletivo se dá com melhorias no trânsito de Goiânia, como a criação dos corredores exclusivos e preferenciais para os ônibus. Ainda de acordo com o presidente do órgão municipal, o fato do novo valor da passagem valer já no dia de hoje se refere ao fato de que o aumento já deveria ter sido válido desde a segunda-feira (20), mas que foi mudada a data por conta do adiamento da reunião. “Também é melhor que mude logo e evite problemas na venda das passagens, a falta do Sitpass pelos revendedores e até mesmo retenção dos bilhetes”, argumenta. Os demais membros da CDTC presentes na reunião, o secretário estadual de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Eduardo Zaratz, prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, Neucivone Melo, secretária municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), Patrícia Veras, presidente da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR), Humberto Tannús, e deputado estadual Talles Barreto (PTB), representante da Assembleia Legislativa, saíram da reunião sem falar com a imprensa