Para o titular da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Justiça, João Furtado Mendonça Neto, há muita especulação em torno do acidente com o helicóptero da Polícia Civil que explodiu ao cair numa fazenda em Piranhas. A aeronave, com oito pessoas, voltava da segunda etapa da reconstituição da chacina de Doverlândia, em que sete pessoas foram mortas por esgorjamento. As duas tragédias totalizaram 15 vítimas, entre elas o suspeito da chacina, Aparecido Souza Alves. Ao responder as perguntas dos leitores, o secretário fala das investigações da chacina, do acidente aéreo e dos concursos para a área de segurança pública que será anunciado na próxima semana. PERFIL: João Furtado Neto João Furtado Mendonça Neto, de 47 anos. Natural de Trindade, formado em Direito pela Universidade Federal de Goiás, é servidor público de carreira. Passou por várias funções na Procuradoria-Geral do Estado, chegando a procurador-geral. Já exerceu função em diversos conselhos do Estado, como os da Celg e da Saneago. Hoje é secretário de Segurança Pública. Wender Martins - O senhor informou que iria sair concursos para todas as áreas da segurança pública ainda este ano. As eleições de outubro não vão atrapalhar? N.R. - Pergunta semelhante foi feita por Diego dos Santos, Tatiana Brauwers, Fernando Dantas, Ana e Ragner, Marcelo e Mariana e Martinho Júnior. Confirmo que teremos concursos este ano. Espero anunciá-los na próxima semana. Quem define o cronograma é o secretário Giuseppe Vecchi, da Segplan. A demora em anunciá-los é porque temos um ajuste fiscal em curso e só vamos realizar concurso de acordo com a possibilidade de pagamento do Estado. Não vou fazer concurso só pensando na sua realização e não na efetivação. Os concursos que serão realizados para a Secretaria de Segurança Pública - para a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Técnico-Científica e Agência de Execuções Penais e Corpo de Bombeiros - são medidos, a qualidade depende da possibilidade de pagamento do Estado. Não há impedimento para a sua realização, desde que sejam homologados dentro do período autorizativo. E a lei autoriza concurso para atender público relevante e entendo que para a SSP não haverá impedimento porque se trata de um serviço primordial. Na Polícia Civil espero ter autorização para 112 vagas para delegados. Entre delegados e agentes e escrivães serão mais ou menos 800 vagas. Na Polícia Militar serão mil novos soldados. O Corpo de Bombeiros está numa situação melhor porque acabou de chamar o último lote do último concurso. A agência prisional está carecendo de mais de 300 agentes e na Polícia Técnico-Científica, também há vagas em seus diversos níveis, de médicos legistas a auxiliares de autópsia. Pablo Rezende - Qual o envolvimento de Carlos Cachoeira nas viaturas tercerizadas e com a empresa de cartões que abastece as viaturas? Com tanta terceirização não está faltando verba para a SSP? As terceirizações correspondem à manutenção da SSP. Quando terceirizo frota ou combustível é para o funcionamento da secretaria. Em relação à participação do Carlos Cachoeira, acho que isso é objeto de investigação da Polícia Federal neste momento. Espero que o leitor tenha a sua necessidade de informação esclarecida a partir da conclusão do inquérito da Polícia Federal. De nossa parte, como secretário de Segurança Pública afirmo claramente que Carlos Cachoeira não tem nenhum relacionamento com a secretaria. Se teve com integrantes da secretaria o fez por motivo próprio de participação, não em face de interesse público. Felipe Fogaça - É verdade que o senhor recebeu mesadinha de R$ 10 mil de Carlos Cachoeira como a mídia veiculou? Vou citar o juiz Ary Massun, da Justiça Federal, que escreveu um artigo divulgado no Brasil todo. Ele chama de mera basófia esta situação em que um terceiro é mencionado numa conversa, isso não tem relevância jurídica. Se tivesse, eu seria objeto de investigação da Polícia Federal. Nesse caso em particular, já que estamos especulando por conta de conversa de terceiros, acredito que se trata de uma outra pessoa, José Olímpio Queiroga Neto, que inclusive está indiciado na operação Monte Carlo. De minha parte, nada tenho a ver com essa possibilidade, nunca recebi vantagem nenhuma de Carlos Cachoeira. Eu citaria a relação que um delegado da Polícia Federal apresentou contendo 82 nomes de pessoas mencionadas no inquérito. Vou dizer apenas que em minha companhia está a presidente Dilma Roussef e eu me sinto muito bem na companhia dela. Diego dos Santos Costa - Gostaria de saber o que senhor acharia se fizesse um trajeto do Setor Marista até o Recanto do Bosque por volta da meia-noite até a 1h30 e não avistasse nenhuma viatura? Qual seria sua sensação? Passo por este trajeto de 16 quilômetros de terça-feira a sábado. Eu acredito na palavra dele. Nós temos, talvez, a capital mais policiada do Brasil. Falo isso com orgulho. Podem comparar. Agora, não podemos estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Pode ser que na distribuição de viaturas da Operação Sentinela nenhuma esteja posicionada no trajeto mencionado. Se não estão circulando viaturas para o patrulhamento na região que ele menciona, gostaria de receber essa informação do leitor que irei encaminhá-la para o Comando de Policiamento da Capital e pedir que esse trajeto seja patrulhado. Estamos criando a Companhia de Recobrimento que vai atuar como uma espécie de força estadual de segurança para atender essas situações. Cento e noventa convocados do último concurso já estão em treinamento. Gustavo Rocha Lima - A morte dos delegados prejudica a investigação da chacina? De que forma esta investigação será retomada para que a Polícia Civil possa elucidar o caso da forma mais breve possível? Prejudica porque as pessoas que estavam envolvidas morreram, como o delegado titular do inquérito, Vinícius, o delegado Antônio Gonçalves, um grande pensador da polícia, um homem extraordinário, o delegado Jorge Moreira, uma das lendas da Polícia Civil de Goiás, que trabalhou muitos anos na Delegacia de Homicídios e por isso estava lá, pela experiência que ele tinha, mas não prejudica de maneira irremediável. Já temos um delegado designado para continuar as investigações, temos provas técnicas e estamos com as reconstituições guardadas. Esse fato já rendeu várias interpretações e várias versões apresentadas pelo suspeito. O que lamentamos é que ele não esteja mais aqui para nos ajudar na elucidação do caso e para sofrer as consequências legais de seus atos. Agora, existem condições técnicas para continuação das investigações e elas vão continuar. Foram suspensas enquanto estamos enterrando nossos colegas mortos. Na semana que vem elas retomarão o curso normal. Não vamos nos conformar com a morte do suspeito, vamos terminá-la a partir de provas técnicas e vamos apresentar para a sociedade o que realmente aconteceu em Doverlândia. Malu Longo -A mãe do suspeito Aparecido e familiares das vítimas não acreditam que ele agiu sozinho. Qual sua opinião? A última reconstituição feita no dia do acidente já indica essa possibilidade. Foi essa a conclusão dos técnicos ao final de um dia de trabalho. Por isso as investigações prosseguem para saber se a premissa é verdadeira ou não. Murilo Adélio - Vi uma entrevista que descartava a possibilidade dos suspeitos terem feito algo dentro do helicóptero que causasse o acidente, pode então haver possibilidade de outros suspeitos da chacina terem sabotado a aeronave para que o suspeito que estava dentro da aeronave não os entregassem? Há muita especulação sobre a causa desse acidente. Nós, brasileiros, somos criativos. Éramos especialistas em futebol e medicina, dietas, segurança pública e agora em acidentes aeronáuticos. Todo mundo especula por que há curiosidade. O fato concreto que ainda não é do conhecimento público é que o suspeito - foi constatado no local do acidente e eu estava presente - estava algemado, com as mãos para trás, sentado de costas para os pilotos e com o cinto afivelado. A possibilidade de o suspeito ter provocado o acidente é nenhuma. Também não há possibilidade de sabotagem. É muita teoria da conspiração. Jéssica Fernandes - O esforço da Polícia Civil e das equipes envolvidas em elucidar o caso, pode ser em vão já que o helicóptero não possui caixas -pretas? Não há muito achismo? O fato dos helicópteros não possuirem caixas-pretas evidentemente torna as investigações um pouco mais lentas. Entretanto, a aviação hoje tem condições de dar respostas independentemente das caixas-pretas. As evidências que ficaram dos vestígios do helicóptero, das peças que sobraram formam um quebra-cabeças que os técnicos de aviação do Cenipa vão montar. Uma determinada engrenagem que sofreu uma fissura, uma torção, uma deflexação vai mostrar o tipo de esforço sofrido na peça para chegar ao tipo de avaria que a aeronave sofreu. É totalmente prematuro dizer qualquer coisa. É um laudo demorado, que pode exigir no mínimo um ano. E dou exemplos: o avião da TAM, do Foker 100, do Air Bus. É um quebra-cabeças, mas chega ao que aconteceu de verdade. A caixa-preta grava a voz da cabine de comunicação, não grava as informações que passam pelo motor ou pelo sistema hidráulico. Há uma mística em torno da caixa-preta. Caroline Santana - Em uma entrevista a um jornal local o senhor disse que não foi falha mecânica. E como a aeronave perde sua estrutura no ar se não foi falha de manutenção com toda a tecnologia avançada? Acho que a nossa leitora não compreendeu bem. Ao contrário. Estive no local e acompanhei o resgate dos corpos e a identificação das peças vistoriadas pelo Cenipa. E o que percebemos no local é que a aeronave perdeu uma de suas pás do rotor principal a cerca de 200 metros do local da queda e que a cerca de 300 metros antes tinha um pedaço dessa pá. As testemunhas que estavam na fazenda disseram que a aeronave vinha em voo normal, alterou abruptamente o barulho do motor, uma peça se soltou a aeronave efetuou um looping no ar e mergulhou no solo, tudo muito rapidamente. Então, a suspeita, e aqui fala um leigo, não um técnico, é que tenha havido uma falha estrutural da aeronave em voo. Tatiana Candida Moraes - Causa estranheza a utilização de um helicóptero no transporte de um assassino em série para uma reconstituição, considerando que houve pressão para que esta aeronave fosse liberada com rapidez de sua manutenção, segundo entrevista do proprietário da empresa responsável pela manutenção, caracterizando má gestão. Qual a relação da atual crise que vive a Secretaria de Segurança Pública e a própria Polícia Civil, na agilidade imposta durante a investigação da chacina de Doverlândia? Há um pouco de conspiração nessa pergunta. Sim, temos determinação de esclarecer o caso de Doverlândia e empenhamos todos os esforços da secretaria para isso. Por isso foram cinco delegados e dois peritos ao local, sem contar os outros técnicos que também estavam lá. Havia uma equipe muito maior. E também porque os vestígios deixados, as diversas versões dadas pelo suposto autor recomendavam que a investigação fosse célere ou então perderíamos os elementos investigativos. Estávamos e estamos determinados a resolver esse caso o mais rapidamente possível. É a maior chacina de Goiás, nós devemos isso à sociedade goiana. A questão da utilização do helicóptero para transporte de presos, isso é feito de maneira rotineira e o nosso seguro cobre o transporte de presos. É cláusula do contrato. Elas são adequadas, existe um procedimento operacional padrão para transporte de presos, por isso o suspeito estava algemado, com cinto afivelado e numa posição que não poderia interferir com a tripulação nem com o voo. Não existe nenhuma lei aeronáutica que proíba o transporte de presos nos helicópteros de segurança pública. Se proíbe, sim, transporte de explosivos e de produtos químicos. Kelson Machado - Quais medidas reais o governo está tomando em relação ao aumento da criminalidade no Estado de Goiás? Fazemos avaliações periódicas de 90 dias. Ao longo desses meses em que estamos à frente da SSPJ procuramos tornar as ações de segurança cada vez mais planejadas, mais técnicas, mais baseadas em informações estatísticas e precisas. Não dá para mudar a estratégia de segurança a cada evento de criminalidade. Empregamos um modelo de repressão e a cada 90 dias verificamos se ele foi eficiente ou se falhou. Estamos experimentando uma onda de criminalidade no Brasil todo, e divulguei em novembro uma previsão de crescimento da violência em torno de 22%. Ela ainda não atingiu esse porcentual, mas estamos enfrentando uma onda de violência. Nós somos uma sociedade violenta, armada e em conflito urbano. Existem diversas causas que não vou teorizar sobre elas. São muitas armas e muito consumo de drogas. O indivíduo consome drogas o que é um direito dele, só que depois do seu direito individual, ele passa a ter conduta que fere a coletividade. Para alimentar seu vício passa a roubar, a matar ou a ser morto por conta da dívida com o tráfico. Decisões individuais como uma arma no carro ou brigas de trânsito levam à violência. Somos uma sociedade violenta. Não é apenas em Goiás. Cito o caso do Distrito Federal que possui proporcionalmente o maior número de policiais por habitante, a polícia mais bem paga e bem equipada e experimenta nesse momento um índice crítico de criminalidade, notadamente nas cidades-satélite que estão com um nível igual ou maior do que o Entorno. São Paulo que vinha há 11 anos realizando políticas de combate aos homicídios, era um modelo, experimentou agora um aumento superior a 5% só nos homicídios. O Rio de Janeiro que é modelo em repressão no tráfico de drogas tem também um problema grave de solução de homicídios, pela sua situação geopolítica e social. Temos tentado melhorar a repressão focada em 70% da mancha criminal. Estamos focados também em dar maior eficiência à investigação, elucidação, prisão de homicidas e conclusão de inquéritos. De janeiro para cá as polícias goianas prenderam mais de 6,5 mil pessoas. Dessas, mais de mil eram foragidos da Justiça. Esse pessoal não está na cadeia porque o sistema permite que o suspeito saia livre das delegacias antes mesmo da autoridade policial que o conduz. Temos um sistema complexo que não está funcionando. A impunidade e a maior causa da criminalidade. Carlos Augusto - A Polícia Federal passou por grande reestruturação e atualmente é reconhecida como força importante no combate à criminalidade. O que a Secretaria de Segurança Pública e Justiça tem feito no sentido de reestruturar os órgãos de segurança do Estado a fim de que possam aprimorar-se e atingir níveis de excelência como os percebidos naquela instituição? Hoje o policial civil, militar e bombeiros devem ter nível superior. As polícias estão se renovando de maneira qualificada. É mais fácil ministrar certos procedimentos aos nossos soldados. Procedimento operacional padrão, como a utilização de técnicas de prevenção da violência. Talvez não cheguemos ao nível de excelência da Polícia Federal, porque ela tem uma atuação localizada, é mais especializada do que nós. Somos uma força de repressão, mas seguimos a linha da qualificação técnica, da especialização, do planejamento estratégico realizado pelas próprias polícias para que não haja descontinuidade das políticas públicas com a mudança de secretário ou de governo. Marcelo Silva - As políticas de segurança adotadas por vários Estados brasileiros e outros países que lograram êxito no combate efetivo à criminalidade com efetiva redução de índices de violência têm em comum o fato de privilegiarem a antecipação de tendências a fim de que os crimes possam ser prevenidos ou reprimidos antes que atinjam patamares críticos de dano social. O que a Secretaria de Segurança Pública e Justiça vem fazendo no sentido de conter a criminalidade em nosso Estado? A premissa é verdadeira. O que precisamos fazer é agir com inteligência estratégica, ou seja, fazer análise crítica e técnica a partir de informações que nos permitam antecipar tendências do crime antes que ele se materialize. A secretaria tem hoje uma política de gerência estratégia e de inteligência policial que nos permite nos antecipar aos eventos. Por exemplo, a gente monitora as torcidas organizadas para antecipar os confrontos. Jord Maximo - No Entorno do DF a violência está demais, há poucos policiais e muitos bandidos. Eu queria saber se o senhor não vai abrir concurso para o Entorno? Mil policiais não dá nem para o Entorno, imagine para Goiás todo. Quero fazer uma ressalva: nos últimos 90 dias os números apontam uma redução da violência nos municípios do Entorno, comparativamente à região metropolitana de Goiânia. É um fato a ser comemorado. Sobre o concurso, diante da constatação de que a violência é setorizada e o Entorno é uma dessas regiões, queremos que o concurso também seja regionalizado. Gostaríamos de recrutar pessoas no Entorno. Goiás é um Estado grande, o que é determinante para a lotação dos policiais. O nosso policial, que está entre os três mais bem remunerados do Brasil e no Entorno recebem gratificação adicional de 500 reais, o custo de vida é caro. Então temos de recrutar pessoas na região, até para que a polícia contribua com a sua empregabilidade. Gostaríamos muito e estamos em fase adiantada nas tratativas de um convênio com o Exército brasileiro para recrutar jovens para o serviço militar obrigatório. Ele volta para casa numa boa condição física e bem instruído do ponto de vista da hierarquia e disciplina. Queremos recrutar mas com a condição de que ele estude. É por prazo determinado, e se atingir nível superior é um potencial candidato a um concurso. As pessoas adaptadas à região têm maior possibilidade de adaptação. Rubens Alexandre - As polícias têm feito o seu dever de casa, nunca se prendeu tanto quanto nos últimos meses. Porém, falta maior atenção por parte do Judiciário e do próprio MP para manter esses bandidos na cadeia. Como o senhor vê essa situação? Não se pode colocar responsabilidade no MP ou na magistratura. Temos um sistema criminal de boa qualidade, mas ele é permeado numa legislação permissiva quanto aos instrumentos de defesa de busca da impunibilidade. É preciso uma melhor aplicação desse sistema. Não adianta partir para um estado eminentemente repressor e encarcerador de pessoas. Prender ainda é a melhor política de segurança pública porque a prisão do homicida é a contenção do conflito social que ele representa. O homicida está em confronto com a lei, com a sociedade e com a família das vítimas. O pequeno traficante é um dos elementos mais perniciosos, porque é ele que mata e que morre todos os dias. É preciso sim endurecer na aplicação do sistema jurídico penal brasileiro. Léo Mendes - Quando teremos um grupo de trabalho na SSP de Goiás, com representantes das diversas áreas da secretaria e do movimento LGBT para discutir a segurança pública de 10% da população goiana que é homossexual e muito vulnerável a violência? A entidade pode procurar a superintendência de recursos humanos e levar suas reivindicações, mas adianto que não tenho intenção de criar um grupo de trabalho ou uma força repressiva porque não temos indicações de violência sistêmica ou direcionada a esse público. Se nos levarem dados que indiquem isso, vamos tomar providências. Há casos de violência contra mulheres, idosos, crianças e todos são segmentos que temos de proteger. Dougladys Nunes Pessoa - Gostaria de perguntar sobre o pacote para Segurança Pública tão prometido para o início deste ano, aumentos nos efetivos policiais e sobre a construção dos novos presídios. Temos uma agência prisional que executa as políticas presidiárias do Estado de Goiás. Temos a SSP que formula as diretrizes gerais. Recebemos apoio do governo federal para construção de quatro presídios de jovens adultos em Formosa, Novo Gama, Águas Lindas e Anápolis. Os editais foram publicados. Fiz reunião com a Caixa e os recursos estão viabilizados. São 90% de recursos da União e 10% do Tesouro Estadual. Temos em andamento a construção do Centro de Triagem de Goiânia. Os projetos estão prontos, os termos de referência também. Será um módulo de 170 vagas que se propõe a resolver o problema das delegacias de Goiânia. Também vamos construir mais 300 vagas na Casa de Prisão Provisória no sistema prisional de Aparecida de Goiânia. Foi publicada e é objeto de estudo nesse momento para os interessados, uma parceria público privada para construção de 1.600 vagas no complexo prisional, a substituição da antiga Penitenciária Odenir Guimarães, que está muito antiga. Planejamos através de uma PPP porque é uma construção de alto custo e o Estado não possui recursos. Não adianta só construir grandes presídios em locais centralizados, é preciso construir pequenos presídios porque o preso tem o direito de cumprir a pena ao lado de sua família, então temos um projeto de construção de pequenos presídios ou de cadeias públicas.</MC>-Imagem (Image_1.151375)-Imagem (Image_1.151376)