As vítimas de queimaduras que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) não terão mais atendimento em Anápolis, a partir do dia 19 de junho, data em que termina o convênio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com o Hospital de Queimaduras de Anápolis. O desinteresse pelo recadastramento com o SUS foi anunciado na quinta-feira pela diretoria da unidade hospitalar, justificando que os valores pagos pelo SUS são insuficientes para cobrir as despesas que o hospital tem com cada paciente - tanto em atendimentos comuns quanto na unidade de terapia intensiva (UTI). De acordo com o diretor do Hospital de Queimaduras de Anápolis, Sebastião Célio Rodrigues, a tabela do SUS, mesmo somada a uma complementação dada pela SMS, não é suficiente para cobrir os gastos que a unidade tem com cada paciente, cujo custo médio diário chega até R$ 2 mil, sem incluir os honorários médicos. O diretor informou que a média de atendimentos de pacientes do SUS é de 120 pacientes por dia, número que representa 75% da movimentação do hospital, mas isso não significa 75% do faturamento. Sebastião Célio informa que 84% dos pacientes atendidos pelo SUS são de Anápolis, 15% são de outras cidades goianas e 1% de outros Estados. O secretário municipal de saúde, Luiz Carlos Teixeira, ainda tem esperança de manter o convênio com o Hospital de Queimaduras. “O município tem ajudado, honrando um Termo de Ajuste de Conduta assinado com o Ministério Público”, disse o secretário que espera o apoio da Secretaria Estadual de Saúde. Luiz Carlos vai usar como justificativa o fato de 15% dos atendimentos não serem de Anápolis, e que na UTI esse porcentual é maior – 65% de Anápolis, 34% de outras cidades de Goiás e 1% de outros Estados.