Com um aumento de arrecadação que é o menor dos últimos anos, o governo estadual encaminhou ontem à Assembleia Legislativa a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2016. No projeto, está previsto um total de R$ 25,2 bilhões em receitas e despesas, apenas 1% a mais de receita em relação ao total previsto no orçamento deste ano. A proposta também traz previsão de redução no volume de investimentos e receitas de capital, que são provenientes de empréstimos, convênios e transferências do governo federal.Em comparação com o orçamento inicial para 2015, que depois foi modificado pelo governo com o objetivo de adequar a proposta ao contexto econômico brasileiro, a proposta que já começou a tramitar na Assembleia prevê um aumento de arrecadação tributária na ordem de 7%, ficando em R$ 17,6 bilhões. No entanto, as receitas de capital devem sofrer forte redução, conforme prevê o governo.O maior peso é das operações de crédito. De acordo com a LOA 2016, este tipo de receita renderá R$ 1,9 bilhão aos cofres do governo estadual no ano que vem. Para este ano, foram previstos inicialmente R$ 2,9 bilhões.Ao mesmo tempo, a previsão é de que serão gastos R$ 3,2 bilhões em investimentos no Estado. Em 2015, a previsão foi de R$ 3,5 bilhões. A comparação entre as duas propostas para a LOA deste ano e a de 2016 mostra que a maior redução incide nos investimentos feitos pela administração direta. Neste caso, o orçamento saiu de R$ 1,5 bilhão para R$ 500 milhões.Paralelamente, houve um incremento na administração indireta, da qual fazem parte empresas como a Metrobus, que tem no rol de ações o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Eixo Anhanguera, e órgãos como a da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop). Neste caso, o orçamento saiu R$ 1,2 bilhão para R$ 2,3 bilhões. Também está previsto crescimento nos gastos com pessoal (de R$ 10,8 bilhões para R$ 12,2 bilhões) e nas despesas correntes (de R$ 5,3 bilhões para R$ 5,7 bilhões).A reportagem tentou contato com a Secretaria da Fazenda (Sefaz). A pasta afirmou que a elaboração da LOA é atribuição da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), cujo titular, Thiago Peixoto (PSD), não foi encontrado até a conclusão desta edição.