Cidades

Vice-governador deixa o cargo e enumera desafios

O vice-governador José Eliton Júnior assumiu a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) em fevereiro deste ano, quando os índices de criminalidade estavam altos e crimes de comoção e repercussão mobilizavam a sociedade, elevando a sensação de insegurança. Apesar do trabalho de estruturação das forças policiais, redução dos homicídios e estabilização dos números de ocorrências, os nove meses foram marcados também por questões polêmicas e desafios que ainda não conseguiram ser controlados, como a redução de determinadas modalidades de crime.

Numa visão geral e num comparativo dos dez primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, por exemplo, é notável a insistência do aumento de roubos, como de bicicleta, celular, veículos, a instituições financeiras, com as recorrentes explosões de caixas eletrônicos e outros. Enquanto isso, os furtos apresentam redução em alguns desses casos, o que demonstra uma tendência de acirramento da gravidade da atuação dos bandidos. Eles têm preferido o uso de armas e a abordagem direta, o que coloca vidas em risco.

Ontem, durante coletiva de imprensa para anunciar sua saída da SSPAP, o vice-governador apresentou um balanço da gestão e anunciou o que ele chamou de “novembro histórico”, com redução numérica significativa em comparação ao novembro de 2015. Só em Goiânia, a redução de homicídios foi de mais de 20%. Questionado pela reportagem do POPULAR se ele teria feito algo de diferente nos nove meses que ficou à frente da pasta, José Eliton disse que os números e os índices atingidos falam por si só.

Hoje, o desafio maior da segurança pública, afirma, é manter a tendência de diminuição dos indicadores de violência. “Isso é um desafio muito grande, porque vai chegar um momento em que você vai ter um limitador em relação a esse ponto, porque passa também por mudanças estruturais no Brasil. Outro desafio do próximo secretário, também, é o investimento continuado em tecnologia e informação, essenciais para uma melhor execução e otimização do trabalho”, expôs.

Nos últimos meses, além de ele ter sido vítima no atentado de Itumbiara, atingido por um tiro na região do abdômen, duas operações deflagradas pelas Polícias Civil e Federal colocaram em xeque a atuação de integrantes da segurança. A primeira, deflagrada em outubro, investigou esquema de corrupção que permitia a fuga de presos no Complexo de Aparecida de Goiânia mediante pagamento de propina. “A operação foi uma ação ordinária da polícia, que buscou fazer e está fazendo as investigações. O objetivo maior é ter um serviço público de qualidade”, pondera o vice-governador. A segunda foi nova fase da Operação Sexto Mandamento, conduzida pela PF, que apura a existência de um grupo de extermínio em Goiás com participação de policiais militares. José Eliton defendeu os suspeitos e criticou a exposição deles sem que pudessem se defender.

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