Cidades

Superbactéria mata dois bebês e interdita parte do Hospital Materno Infantil, em Goiânia

Superlotação de paciente internados na unidade causou superbactéria, afirma diretora

Reprodução/TV Anhanguera

Parte do Hospital Maternal Infantil (HMI) está isolada desde a última sexta-feira (17). A interdição ocorreu após dois bebês, que estavam internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin), contraírem a superbactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC) e morrerem na última quarta-feira (15).

Em entrevista a TV Anhanguera, a diretora técnica do HMI, Sara Gardência, explicou que a situação é um reflexo da superlotação pela qual a unidade vem passando desde o carnaval. “A unidade onde tinha capacidade para 22 bebês, a gente chegou a ter 35”, contou Sara.

O local onde ocorreu o contágio é uma espécie de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) intermediária onde ficam internados bebês que não estão em estado grave. O espaço está isolado e não pode receber nenhum recém-nascido. Outros quatro recém-nascidos, dois internados na Ucin junto com outros 13 bebês e dois na UTI Neonatal, estão sob observação.

Todas as crianças internadas no HMI passaram por um exame que detecta ou descarta a contaminação pela KPC. Além do isolamento, outras medidas foram adotadas. Os bebês estão em isolamento de contato, em incubadoras de uso, com visitas reduzidas e foi designada uma equipe específica para cuidar deles.

Até o término do protocolo de descontaminação, previsto para esta quarta-feira (22), a unidade não poderá receber nenhuma grávida com gestação de risco. A situação também está sendo monitorada pela Vigilância Sanitária que deverá definir uma data para liberação da área.

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