O Grupo Transparência e Resgate Social foi a organização social (OS) aprovada pela Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) para gerir 23 escolas da regional de Anápolis. A OS, cuja razão social é Grupo Tático de Resgate, obteve 70,1 pontos entre os 100 possíveis na avaliação, que engloba a proposta técnica e o corpo técnico. A segunda colocada obteve um total de 59 pontos. No primeiro critério, foram 40,1 pontos de 45 para o GTS, que ficou à frente do Instituto de Educação e Cidadania (nota 38,25). A vitória veio, então, com a pontuação no corpo técnico, de 30 entre os 55 possíveis. O resultado, anunciado ontem pela Secretaria de Educação, ainda pode ser questionado pelas outras quatro organizações avaliadas, nos próximos dois dias. Caso haja recurso, a Seduce tem dois dias para avaliar a procedência. Se não houver recurso ou se este for considerado improcedente, o GTR será homologado como vencedor do processo licitatório. A entidade informou que só deve se pronunciar quando todo o processo for finalizado. A secretária Raquel Teixeira confirmou que o equilíbrio entre as propostas técnicas e as pessoas que atuam na organização social foi o diferencial no processo de seleção. “A diferença em relação à segunda colocada foi o corpo técnico. Foi uma proposta muito boa das duas, e prevaleceu essa questão”, diz. Segundo Raquel, considera-se no critério de corpo técnico o currículo das pessoas que integram a direção e o conselho administrativo da entidade. Grupos contrários ao modelo chegaram a questionar aspectos como a antiga diretoria da entidade e sua razão social, que não apresenta ligação com o setor de educação. A explicação é de que, na sua formação inicial em 2009, a primeira intenção foi trabalhar com atividades de atendimento de urgências, na área da saúde.O nome fantasia adotado atualmente pela organização social, de acordo com a Seduce, é Grupo Transparência e Resgate Social. Os dados oficiais da empresa também causaram confusão no primeiro processo licitatório, que foi anulado pela desclassificação de todas as concorrentes. Isso porque constava como presidente da entidade, até fevereiro, o nome de André Luiz Braga, médico que foi investigado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) por fraude no uso dos fundos rotativos dos hospitais estaduais em 2011. A mudança da diretoria ocorreu em setembro de 2015, mas só constou no Cadrastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) em fevereiro deste ano. O quadro societário é composto hoje apenas pelo atual presidente, o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) José Roldão Gonçalves Barbosa, nas áreas de Matemática, Computação e Engenharia, e diretor administrativo-financeiro da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. Entre os diretores, o secretário Renato Buchele é conselheiro na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), no Estado de Santa Catarina.