O procurador do Distrito Federal e professor da Universidade de Brasília (UnB) Rafael dos Santos, negou as acusações de assédio contra a ex-estudante de direito, Ariadne Wojcik, encontrada morta na tarde de quarta feira (9) em Mato Grosso. Rafael disse ser "coisa da cabeça dela".Segundo o advogado, amigos da moça disseram que ela tinha problemas psiquiátricos. O procurador afirmou que tinha um documento onde provaria a sua inocência e seria entregue à Reitoria da instituição, mas para não prejudicar a carreira da jovem, ele desistiu de entregar. O professor disse ainda que comunicou a direção do curso de Direito, mas não fez nenhuma queixa formal.Em entrevista ao Correio Braziliense, Rafael contou que não tinha contato com Ariadne desde agosto. O procurador também mostrou conversas via WhatsApp e e-mails, que seriam da vítima, onde ela acusa o professor de instalar escutas e câmeras na casa dela, e colocar aplicativos espiões no computador e celular dela. Ele respondeu a mensagem negando todas as acusações.RelacionamentoO professor e a aluna se conheceram nas aulas de direito tributário na UnB. No fim do semestre letivo, ela pediu um estágio para ele, que foi aceito, segundo Rafael, por ser "uma ótima aluna". Em abril, Ariadne deixou o estágio, alegando que seria melhor para ambos.Depois disso, eles não se encontraram mais, apenas trocaram e-mails sobre a monografia dela.Sobre um possível relacionamento extra-conjugal com a moça, o procurador não quis falar sobre o assunto.