Cidades

Prefeito de Iporá é acionado por ter sido servidor fantasma da Assembleia

De acordo com a ação, Naçoitan Araújo sequer morava em Goiânia no período em que ocupava um cargo na Alego. Helder Valin Barbosa também é réu na ação

Reprodução/Prefeitura de Iporá

O atual prefeito de Iporá, Naçoitan Araújo Leite, foi acionado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), por ter ocupado o cargo de assessor nível VIII na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em 2013, sem que efetivamente exercesse suas funções. A ação de improbidade administrativa foi proposta pelo promotor de Justiça Fernando Krebs. 

De acordo com a ação, Naçoitan sequer morava em Goiânia no período em que ocupava um cargo na Alego. Para o promotor, existem provas suficientes de que ele participou ativamente de eventos políticos em Iporá ao lado do então prefeito da cidade, tendo, inclusive, informado como seu endereço uma casa no município.

Conforme sustenta Krebs, “a onipresença de Naçoitan em eventos políticos da prefeitura de Iporá resultou, inclusive, na propositura da ação civil pública por ato de improbidade administrativa, movida pela Promotoria de Justiça de Iporá contra Naçoitan e Danilo Gleic Alves dos Santos, prefeito do município à época, por utilização de veículos de comunicação oficiais, com o fito de se autopromoverem”.

O promotor destaca na ação que Naçoitan “recebeu R$ 79.024,00 dos cofres da Alego sem ter prestado serviço algum”. Para Krebs, ele conseguiu receber esse valor graças a participação de Helder Valin Barbosa, também réu na ação e, à época, presidente da Assembleia Legislativa.

Consta ainda na ação que os réus deverão ressarcir o valor de R$ 316.096,00, que inclui o salário pago indevidamente (R$ 79.024,00) e a multa civil eventualmente imposta (R$237.072,00).

Folhas de frequência 

Para Fernando Krebs, o fato de a Alego não possuir as folhas de frequência de Naçoitan Araújo, cumulado com as notícias publicadas no site oficial da prefeitura, demonstrando que o réu não exercia as atividades para o qual estava lotado na Alego, são suficientes para caracterizar a prática de “funcionário fantasma”. 

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.
ASSINE JÁ