O Estado de Goiás possui atualmente 744 pessoas monitoradas eletronicamente por meio das tornozeleiras eletrônicas, conforme informações obtidas junto à Central de Monitoramento da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP). Número é aproximado ao que foi passado ontem por integrantes da secretaria ao promotor de Justiça Marcelo Celestino, substituto da Promotoria de Execução Penal de Goiânia. A informação é de que seriam cerca de 800 pessoas.A quantidade de monitorados pelo sistema, que foi implantado em 2014, já chegou a alcançar pelo menos 2 mil. Em julho do ano passado, a SSPAP divulgava que o número oscilava de 1,6 mil a 1,8 mil. Atualmente, o número é menos da metade.Agora, a secretaria mostra a tentativa de solucionar a baixa quantidade de tornozeleiras ao negociar com a atual empresa de monitoramento, a Spacecom, assim como por meio de nova licitação para mais 5 mil equipamentos. Tentativa foi frustrada, já que o processo, que seria aberto hoje, foi suspenso após questionamento de um dos participantes em relação ao edital.Ontem, por meio de intermédio do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), ficou acordado que a Spacecom passará a fornecer 2,1 mil tornozeleiras. O promotor Celestino explicou que o contrato com o Estado fala na quantidade máxima de 4 mil tornozeleiras que podem ser fornecidas pela empresa conforme a necessidade, mas a ordem de serviço assinada na época previa 2,1 mil. Agora, com o intermédio do MP-GO, o contrato foi renovado até 2018.ParcelamentoPara isso, houve o parcelamento da dívida que chega a R$ 2,8 milhões, a ser pago até maio deste ano. De acordo com o promotor, com o acordo é esperado que a empresa envie mais tornozeleiras até a próxima segunda-feira para substituir os equipamentos danificados e colocar novos nos beneficiados com a liberdade monitorada.Na Central de Alternativa à Prisão (CAP), inaugurada em 2015, a fila de espera com os beneficiários possui atualmente em torno de 20 pessoas. Todos precisam colocar o equipamento assim que foram disponibilizados. O primeiro da fila, há mais tempo aguardando, espera pela tornozeleira desde novembro do ano passado.Em julho de 2016, reportagem veiculada pelo POPULAR apontava que havia no local 300 beneficiários com o equipamento e outros 300 em que não havia a necessidade de utilização, conforme decisão do juiz que realiza as audiências de custódia na capital. Hoje, segundo informações do CAP, cerca de 500 fazem o acompanhamento sem a necessidade de usar a tornozeleira e aproximadamente 100 precisam do equipamento. Nos casos de falta, os beneficiados fazem um cadastro e aguardam a liberação. Enquanto isso, precisam comparecer a cada dez dias ao CAP no primeiro mês e, posteriormente, o acompanhamento é mensal.DemandaPara o promotor Celestino, titular da tutela difusa da segurança pública e execução penal e substituto na Promotoria de Execução Penal de Goiânia, a demanda na capital será solucionada com o fornecimento de 2,1 mil tornozeleiras. O problema, no entanto, são os pedidos nas cidades do interior. “Esta nova licitação vem para solucionar os problemas do interior do Estado”, explica.