Cidades

Mulher consegue fugir de cárcere privado com o filho e ex-namorado é preso após ameaça

Segundo a mãe do suspeito, ele queria matar toda a família e queimar os corpos

Reprodução/ TV Anhanguera
Carrinho do filho
Reprodução/ TV Anhanguera
Adriano Ribeiro foi preso após ameaçar a ex-namorada na porta da casa dela

Adriano Ribeiro, de 34 anos foi preso, no domingo (11), ao ameaçar a ex-namorada na porta da casa dela. De acordo com a Polícia Militar (PM), a mulher conseguiu fugir do cárcere privado no sábado (10), após oito dias na casa do suspeito. O homem foi preso por ameaça, injúria e resistência.

Segundo a mãe do suspeito, uma aposentada de 56 anos, que não quis ser identificada, ele pretendia matar toda a família e queimar os corpos com pneus. A gasolina e os pneus foram encontrados dentro do carro do homem.

“Ele falava há muito tempo que queria me matar, matar minha mãe, matar a irmã dele, a ex-namorada. Falava que ia matar todo mundo. Sábado à noite ele recolheu um monte de pneus, gasolina e querosene e falou que ia nos matar e queimar os corpos com pneus, que assim não ia dar para identificar nada”, afirmou a aposentada.

A ex-namorada tem um filho de 45 dias com o homem e queria levar a criança para conhecer a avó e a bisavó paterna. No local, ela foi impedida de sair e foi ameaçada pelo ex-namorado. “Enquanto eu estava lá ele jogou álcool em mim e ameaçou tacar fogo. Eu fiquei com medo. Ele sempre me ameaçando", relatou.

A mãe do suspeito contou ainda que também era ameaçada caso chamasse a polícia ou ajudasse na fuga da ex-namorada. "Quando ele deu uma saída, a gente ajudou ela a fugir", disse a aposentada.

Ainda de acordo com a mãe, o filho ficou preso durante seis meses por tentar matá-la com um facão em 2011. Quando saiu da prisão, pediu perdão, mas voltou a ser agressivo. "Tenho uma medida protetiva contra ele, mas ele mora aqui em casa”, contou.

A mãe disse também que depois de tentar matá-la, ele foi diagnosticado com transtorno de bipolaridade, mas nunca aceitou receber tratamento. "Ele ainda bebe e não tem emprego", falou a aposentada.

No último domingo (11), ela também foi à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e denunciou as ameaças do filho contra a família. “Eu fiz um Boletim de Ocorrência de agressão e nesta segunda vou procurar ajuda do Ministério Público. Quero que ele fique preso até eu conseguir uma clínica para ele fazer um tratamento sério”, afirmou.

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