Cidades

Filhos de empresária que teria ganhado R$ 3 milhões em loteria são agredidos em Rio Verde

Angelita Saraiva disse que a história é boato já que nunca jogou na loteria

Reprodução/TV Anhanguera
Empresária Angelita Saraiva

Dois jovens de 15 e 17 anos foram agredidos no dia 7 de janeiro, dentro de casa, em Rio Verde. Eles são filhos da empresária Angelita Saraiva, que ficou conhecida após um boato de que ela teria ganhado R$ 3 milhões na loteria.

Angelita contou que nunca fez uma aposta e não tem ideia de como surgiu a história. “Sei que outras pessoas também foram vítimas desses boatos. Havia boatos sobre alguns moradores daqui que haviam ganhado na loteria, mas ninguém, além da gente, foi vítima de assalto por causa disso, que eu saiba. Os bandidos acharam que a gente tinha ganhado dinheiro e foram assaltar minha casa enquanto eu estava viajando. Eles bateram muito nos meus filhos. Voltamos e o chão estava cheio de sangue”, disse a empresária.

De acordo com Angelita, dois homens esperaram a filha dela, de 17 anos, sair de casa para trabalhar, a encurralaram e a fizeram voltar para dentro da casa. Os bandidos pediram dinheiro, bateram nos adolescentes e levaram R$ 200, um notebook e um aparelho de videogame. “Começaram a perguntar onde estava o dinheiro, para passar o dinheiro. Eles jogaram a gente no chão, começaram a bater na gente pedindo o dinheiro”, falou a filha da empresária, que não quis ser identificada.

Depois da agressão, a família está morando em outra casa porque as vítimas estão muito abaladas. O filho do casal está em Goiânia. “Ele está sem condições. Ele trabalhava, estudava. Hoje ele não tem condição nem de voltar para casa. Nem a gente mesmo está conseguindo trabalhar em paz e fazer as coisas por causa desse boato”, explicou o empresário Flávio Gomes de Sousa, pai dos jovens.

Vizinhos da família ouviram os boatos e acreditaram que eles tinham ganhado o dinheiro, mas Angelita afirmou que não é a ganhadora e que se fosse, não estaria mais na cidade.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas registraram um boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado pelo Grupo de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri).

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