Cidades

Aposta para reduzir poluição e gerar emprego e renda

Sebastião Nogueira
Nelson Antoniosi Filho: nova oportunidade

Além de aumentar as alternativas viáveis para a diversificação da matriz energética mundial, em substituição aos combustíveis fósseis, e reduzir a poluição atmosférica, o uso de microalgas na fabricação de biocombustível também é uma nova aposta de geração de emprego e renda. A avaliação é do pesquisador Nelson Roberto Antoniosi Filho, do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Antoniosi explica que a produção do novo biocombustível em grande escala exigirá o serviço de novas áreas tecnológicas, além de profissionais para atuar em todo o processo de fabricação do produto, como o cultivo e a colheita de microalgas. A expectativa é de que seja uma oportunidade, ainda, de oferta de emprego no semiárido brasileiro.

O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), criado pelo governo federal em 2004, tem como uma das diretrizes a produção a partir de diferentes fontes oleaginosas, fortalecendo as potencialidades regionais para a produção de matéria-prima. “Não deu certo porque a parte agrícola no Nordeste é complicada”, destaca o professor, ressaltando que as microalgas surgem como uma alternativa ao programa.

O professor Roberto Bianchini Derner, do Departamento de Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reconhece que a produção de biocombustível com microalgas ainda é novidade. “É novo, mas ao mesmo tempo tem esforço em nível mundial. Todas as grandes companhias tem os seus próprios programas de produção de biocombustível a partir das microalgas”, afirma ele, para emendar: “As outras matrizes energéticas já têm décadas ou séculos de uso.”

Além de estarem espalhadas em todo o mundo, diversas espécies de microalgas também estão disponíveis em Goiás. No entanto, ainda não há previsão exata para o novo biocombustível ser oferecido em grande escala a toda a população do País.

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