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‘Agressão seria evitada se não tivessem terroristas protestando’, diz tenente-coronel da PM; ouça 🔊

Militares realizam um ato de apoio ao capitão Sampaio, que agrediu um estudante universitário nas manifestações da greve geral em Goiânia, na manhã desta quinta-feira (4) no Clube dos Oficiais da Polícia Militar

Diomício Gomes

Matéria atualizada às 12h32.

Cerca de 150 militares se reuniram, na manhã desta quinta-feira (4), em um ato de apoio ao capitão da PM Augusto Sampaio de Oliveira Neto, subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar, que agrediu, nas manifestações da greve geral de sexta-feira (28), o estudante universitário Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos. O ato é realizado no Clube dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros em Goiânia

Também participaram do café da manhã, fechado para imprensa, o chefe do Estado Maior da PM, Coronel Silvio Vasconcelos, e o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO), Thales Jayme.

A OAB-GO, po meio de nota publicada no seu site, reitera seu repúdio à agressão desproporcional sofrida pelo estudante Mateus Ferreira da Silva e que se algum membro da Ordem participou de ato em apoio ao oficial da PM, o fez por decisão pessoal ou por imposição profissional, e que em nenhuma hipótese estava ali representando o órgão.

Em entrevista ao POPULAR, o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (Assof/GO), tenente-coronel Alessandri da Rocha comentou a situação. Para o militar, o capitão não possuía armamento químico não letal necessário para atuação naquele momento. “Ele só tinha arma [de fogo] e cassetete”, afirmou o militar.

Ouça a entrevista completa com o tenente coronel Alessandri da Rocha Almeida:

O tenente-coronel também afirmou que naquela circunstância agiria da mesma forma e classificou o estudante Mateus como terrorista ao falar sobre a agressão. “A agressão poderia ter sido evitada se tivéssemos uma manifestação pacífica. Não tivesse vândalos ali, eu vou além, vândalos não, terroristas. Eles estão usando tática de guerrilha urbana para poder enfrentar a Polícia Militar e nós temos que acordar para isso”, pontou Alessandri.

O capitão Sampaio está afastado das ruas e realiza atividades administrativas. Um inquérito foi instaurado e o prazo para conclusão é de 30 dias podendo até ser prorrogado, mas a intenção é que seja concluído em menor tempo.

Divulgação/ Assof/GO
Divulgação/Assof/GO
Diomício Gomes
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