Cidades

15 bebês seguem isolados na ala onde foi encontrada superbactéria no Materno Infantil

Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal do hospital foi isolada e só deve voltar a receber os recém-nascidos na quarta-feira (22)

Reprodução/TV Anhanguera
UTI do HMI

A Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil (HMI), está com 15 pacientes internados no local, mesmo após a morte de dois bebês que contraíram a superbactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC). O espaço foi isolado desde a última sexta-feira (17) e deve voltar a receber novos pacientes nesta quarta-feira (22), quando termina o protocolo de descontaminação, previsto pela Vigilância Sanitária.

A Ucin é uma espécie de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) intermediária onde ficam internados bebês que não estão em estado grave. Para a diretora técnica do HMI, Sara Gardência, a situação é um reflexo da superlotação pela qual a unidade vem passando desde o carnaval.

O local está isolado e não pode receber mais nenhum recém-nascido. Atualmente, são 15 pacientes na Ucin e mais 10 na UTI Neonatal. Além do isolamento, as crianças internadas passaram por um exame que detecta ou descarta a contaminação pela KPC, também foi designada uma equipe específica para cuidar deles.

Medo
Os pais que estão com filhos internados no hospital temem que as crianças sejam contaminadas. O HMI informou que o problema é pontual da Ucin e como o local está isolado, não há motivo para pânico. “A ocorrência de bactéria multirresistente está localizada e contida num setor do HMI, na chamada UCIN. Pacientes estão isolados e sob tratamento e não há risco para os demais. Nenhum novo caso foi identificado no final de semana", disse a diretora técnica da unidade.

Suspeitas
O hospital está investigando também a situação de mais dois recém-nascidos com suspeita de infecção, que estão internados na Ucin. Sara Gardência disse que os pacientes estão sendo cuidados para que não sejam infectados. "Eles estão sob isolamento de contato, em uso de incubadora, com equipe específica para poder tomar conta, redução de visitas. Todas essas medidas são para coibir novos casos de infecção", explicou.

Superbactéria 
A KPC é transmitida em ambiente hospitalar e pode causar infecções sanguíneas, urinárias e generalizada, além de pneumonia. Os sintomas são febre, dor no corpo e dor na bexiga.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde do Estado de Goiás, Maria Cecília Martins Brito, todos os procedimentos necessários já foram adotados. "Assim que souberam da infecção, essa comissão tomou as providências e nós começamos a verificar as medidas que deveriam ser tomadas", explicou.

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